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Tuesday, November 1

O Último Segredo

"O Último Segredo" é o último romance do jornalista José Rodrigues dos Santos, que está a gerar uma polémica imensa desde o seu lançamento, há coisa de duas/três semanas.
Deitei-lhe as mãos no fim de semana, depois do meu colega de casa o ter comprado quase de uma só vez. Nunca tinha lido nenhum romance do José Rodrigues dos Santos, mas já sabia que o seu estilo se assemelhava bastante ao do Dan Brown, do qual li todos os livros à excepção de "A Conspiração", do qual não consegui ler mais do que umas 50/60 páginas. Mas, com este livro aqui mesmo à mão, não resisti e dei uma olhadela às primeiras páginas, que logo me prenderam.
A fórmula é a de sempre: uma trama que começa inevitavelmente por um assassínio. Só que, desta vez, o autor foi por caminhos que tornam explícita toda uma série de inconsistências e 'fraudes' descritas na Bíblia, no Novo Testamento (daí toda a polémica gerada à volta deste livro).
É uma leitura aliciante, como já era esperado e muito, muito interessante. Fere susceptibilidades, claro que sim, nomeadamente a quem seja católico praticante mas não há nada que o autor diga que não tenha já sido estudado e dito por quem de direito.
E agora, como ficou cá o bichinho, é ler os romances anteriores. Para já, segue-se o "Fúria Divina".

Monday, October 25

Os Corações Também se Gastam

Na sexta-feira à noite, um dos convidados do Bruno Nogueira no Lado B era o escritor e fotógrafo Pedro Paixão, senhor cujo trabalho eu desconhecia (entretanto já fui pesquisar). Quando questionado se o seu coração já se tinha gasto alguma vez, isto a propósito do título de um dos seus livros, respondeu o seguinte:

"Há pessoas que têm o coração partido desde sempre, não é? E o coração não se pode estar a colar com cola UHU (...) O coração está partido. Mas não queria estar na outra situação."

Chamem-me doidinha, ingénua, dramática, mas o homem conquistou-me com esta resposta. Ele escreve sobre o Amor, sobre as Mulheres e apesar de não ser muito habitual em mim, este livro chamado Os Corações Também se Gastam é o próximo must read, assim que enfiar o Eat, Pray, Love de vez na prateleira. Para variar um pouco, vou ler um escritor português... vamos a ver.

Sunday, October 3

Eat, Pray, Love

Eat, Pray, Love (ou Comer, Orar e Amar em Português) é um daqueles livros de que muito se fala por estes dias e o filme nele baseado, que conta com a Julia Roberts e o Javier Bardem nos principais papéis, estreou esta semana.
Ora eu nem sou muito mainstream mas vi o livro ao preço da chuva aqui há uns tempos na FNAC e como até tinha alguma curiosidade em lê-lo e me pareceu assim uma leitura mais soft, alapei-me a ele e hoje vai de começar a devorar aqui as páginas que descrever quase um ano na vida da Elizabeth Gilbert, após o seu conturbado divórcio.
Vamos ver o que daqui sai... só espero conseguir acabar antes de o filme sair dos cinemas.
O trailer pode ser visto aqui.

Sunday, August 1

Do Crepúsculo

Quanto maior é a histeria há volta de algo, menor é a minha vontade de me relacionar com esse algo. Aconteceu já com o Harry Potter (quando começou aquela fantochada toda à volta dos filmes e a partir do quinto livro, eu afastei-me e só li os dois últimos volumes depois de ter tudo acalmado e de não se ouvir falar daquilo a cada cinco minutos) e com a saga Twilight, com toda a gente a suspirar por aí "Aí o Edward!", "Eu amo vampiros!", "Ele é tão lindo!", blábláblá whiskas saquetas.
Há para aí um mês, o primeiro filme, Crepúsculo, deu na televisão e eu pus a gravar para ver depois, quando acabasse a primeira fase de exames. Numa das noites seguintes, alapei-me ali no sofá, caneca de chá na mão (sim, sou daquelas malucas que gosta tanto de chá que o bebe mesmo que estejamos no pico do Verão) e preparadinha e avisadinha pelo meu irmão que o filme não valia nada. E é verdade. Como filme, na parte técnica da coisa, não é nada de especial. Tem efeitos especiais mal feitos, tem o Robert Pattison branco demais (sim, o homem até pode ser um vampiro mas não exageremos, parece que teve para aí três-quinze dias a ser embebido em líxivia para ganhar aquela cor!), tem a Kirsten Stewart a fazer de Bella, que até pode ser girita e tal mas parece que não tem expressão nenhuma naquela cara e está sempre com o mesmo ar de dor. A banda sonora é boa - tem Muse e basta! - e tem aquela música tocada ao piano pelo Edward que é muitíssimo bonita.
Mas apesar de não ser um bom filme, eu gostei. Gostei sobretudo pela personagem Edward Cullen que me pareceu muito interessante. E isso fez-me ter interesse em ler o livro, porque me disseram logo que, como é costume nestes casos, o filme fica muito aquém. E trufas, eu que até andava sem nada para ler, lá me aventurei no Crepúsculo versão livro. O que me fez gostar ainda mais do Edward Cullen. Acho que é uma personagem muito bem construída, já que aquele dilema interior dele, aquela confusão de sentimentos entre o amor que ele sente pela Bella e a vontade de, vá sejamos simpáticos, lhe dar uma trinquinha está bem descrita e caracterizada. Para além de que ele é descrito como extremamente bonito, preocupado, atencioso e todas essas coisas que uma rapariga até que aprecia num rapaz. O que faz com que eu, estando na fase lamechas em que estou (isto tem andado complicado), tenha gostado bastante dele.
Hoje vi o segundo filme, New Moon - num ficheiro de péssima qualidade - e é uma história mais parada. Vale a pena por aquela meia hora final mas pronto, de resto não tem nada de especial. Aguardam-se os restantes livros e filmes para que possa dizer de minha justiça em relação à história completa.

Ah, e aquela gente que está histérica com esta saga e que diz que isto é uma história de vampiros, pelo amor de Deus, tratem-se! Isto é uma história de amor que mete vampiros, mas não é nem de perto nem de longe uma história de vampiros. Os vampiros não brilham com a luz do Sol e o importante de o homem ser vampiro aqui no meio é só o ter sido atraído por ela e poder ter aquele dilema de ficar com ela ou não, porque pode de um momento para o outro, perder o controlo e saltar-lhe ao pescoço (e não no bom sentido da coisa). Sinceramente. E o Pattison é giro, quando está com a sua cor normal, e tem um sorriso que eu pessoalmente acho muito bonito, mas não é nenhum Deus Grego, acalmem lá aí as hormonas!

Sunday, November 8

Millennium 01: Os Homens que Odeiam as Mulheres

Ora bem, no meio do caos que têm sido os meus dias, quando o estudo começa a acumular matéria e mais matéria, lá consegui acabar de ler Män Som Hatar Kvinnor a tempo de apanhar o filme no cinema. Já só estava no Vasco da Gama (o que é pena que sala de cinema boa boa em Lisboa é mesmo o Campo Pequeno) e lá fui eu, na terça-feira, arrastando o Nuno à laia de anda lá que isto é mesmo giro.
Enquanto por um lado, ouvir um filme inteiro falado em sueco por ser complicado (e eu que apanhava lá umas palavrinhas pelo meio e percebia? :P), ao contrário de muitas adaptações que por aí se fazem, o filme está praticamente igual ao livro, o que é uma mais-valia pois claro. Há pequenos pormenores que foram cortados, alguns deles que para mim podiam ter sido mantidos, mas fora isso a adaptação é bastante fiel. Vale mesmo a pena ver, mesmo sendo um filme que não se vê de ânimo leve.
Há uma cena que nos desvenda um pouco o que se passa em Flickan Som Lekte Med Elden (traduzindo, A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo) que estou a ler neste momento e que é tão genial como o primeiro.
O melhor de todo o livro e quem sabe de todos os três (que eram para ser dez mas o Stieg Larsson morreu pouco depois de terminar o terceiro e sem nenhum ter sido publicado) é sem dúvida a Lisbeth Salander que é o centro de tudo e quanto mais avançamos na história, mais fundamental se torna para a mesma. E a actriz que escolheram para a interpretar não podia ter sido melhor já que a Noomi Rapace simplesmente rebenta com tudo.
O segundo filme já está terminado (trailer brutalíssimo aqui), estreou na Suécia a 18 de Setembro e é provável que chegue a Portugal talvez no príncipio de 2010 (espero que não demore muito mais). O terceiro está em pós-produção e estreia na Suécia já no final deste mês.
Depois, ontem à noite fui ver o Fame e devo dizer que as minhas expectativas eram baixinhas, muito baixinhas mesmo, e o filme afinal até nem é assim tão mau. Vê-se uma vez e pronto, já está. É bom para descontrair depois de uma tarde de estudo como foi o meu caso, e têm lá uns miúdos que dançam bastante bem até.

Tuesday, October 27

Män Som Hatar Kvinnor (já alguma vez mencionei que tenho família na Suécia?)

Traduzindo para português, Os Homens que Odeiam as Mulheres é o título do primeiro livro da trilogia Millennium, de Stieg Larsson. É também o livro de que toda a gente fala, eu sei. Verdade é que já tentei lei o Equador duas vezes e não consigo chegar nem a metade (não sei o que é que aquele livro tem que me dá um sono!) e, por outro lado, o meu irmão foi ver o filme que derivou deste livro (trailer aqui) e disse-me que era brutal. E, estando eu na FNAC a olhar para estantes e mais estantes cheias de livros e estando prestes a escolher um livro ao calhas, trouxe este já que normalmente se o Miguel diz que é bom, é porque é mesmo.
E já há muito, muito tempo que nenhum livro me deixava assim tão ansiosa e agarrada. Desde que comecei a ler Dexter que não tinha mais pegado em nenhum que me fizesse passar horas e horas a fio a lê-lo. E estou mortinha por acabar, ir ver o filme e ler os outros dois volumes da trilogia. É que a história é boa, mas boa!
E eu tenho uma certa afinidade para com a Lisbeth Salander.