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Monday, December 31

Closed for Inventory #4


2012 foi um dos melhores anos de sempre. Pesando o bom e o mau, a balança não deixa de pender para o lado bom. Comecei o ano em exames, com o stress de ter imensas cadeiras para fazer para concluir o curso. Em dez dias, tive cinco provas, das quais passei a quatro, com a tranquilidade máxima. Consegui a proeza de fazer sete cadeiras num semestre, quando nos anos de faculdade anteriores o máximo que tinha consegui eram quatro. Tive o mês de Janeiro sem outra vida que não estudar. No dia 14 de Janeiro, senti o chão a fugir-me dos pés quando me surpreenderam como nunca tinha acontecido. Um mês mais tarde, fui ao aeroporto de Lisboa despedir-me e vim de lá com um compromisso. O 14 de Fevereiro fez com que todos os dias 14 a partir daí fossem especiais e diferentes. Fui almoçar à praia e sai de lá para ir ver os Dream Theater pela terceira vez ao vivo e apaixonar-me pela ‘Beneath the Surface’. Consegui um estágio na Polícia Judiciária, na área que mais gosto, e passei lá um mês memorável onde aprendi imenso. Passei noites e noites no (ou na) Flor, com aquelas pessoas que são as importantes e que vão ficar por mais que a faculdade já tenha passado. Minis, cartas, setas, jantares, festas... Fui finalista (ALLEZ!) e passei a melhor Semana Académica de SEMPRE! Percebi que se não fizer nada por mim, também não é estando à espera que as coisas vão acontecer. Tive de deixar o meu “T2 para três” e tenho saudades da nossa casa todos os dias. Num sprint final, falhei e por isso, tive de ficar mais um ano a terminar o curso. Deixei que isso me mandasse abaixo e espatifei-me no chão com uma pinta genial. Nesse mesmo timing, perdi a única relação saudável e realmente importante que tive até hoje, coisa da qual me irei ressentir por muito tempo ainda. Vi o meu melhor amigo ‘emigrar’ por seis meses e morri de saudades, tendo ficado cá. Carreguei um projecto as costas, por vergonha e orgulho de pedir e delegar trabalho, e acabei a perder anos de vida de preocupação, desiludir-me com pessoas e a não ter o resultado pretendido. Jurei para nunca mais meter-me numa coisa dessas mas foi juramento que durou pouco tempo. Estreitei algumas amizades, perdi outras mas as importantes continuam intactas. Morri de saudades e acordei renascida no dia seguinte, porque tinha de ser. Passei meses e meses a deitar-me sempre depois das 2h da manhã e a baldar-me a aulas no dia seguinte, porque não eram práticas. Consegui fazer uma cadeira sem nunca ter posto os pés numa aula e mesmo assim tirar um 15 num exame, sem estudar mais do que três parágrafos. Fui de férias de Verão , conhecer a ilha e namorar muito e senti-me super feliz naquele bocadinho de terra rodeado de mar, onde comi que nem uma lontra, fotografei imenso e pensei ‘this is the one’. Na ilha, voltei a Gotham City e pensei para mim que realmente o Christopher Nolan é um génio e o Joseph Gordon-Levitt tem uma classe que, enfim... Vi imensas e imensas séries, chorei com o final da season de Grey’s Anatomy, viciei-me em Game of Thrones como há muito tempo não me viciava em nada e voltei a (re)ver Friends. Descobri que apesar de ser uma grande naba, acho muita piada a matar zombies no Call of Duty: Black Ops. Roguei imensas pragas por não poder ir ver Florence + The Machine ao Optimus Alive... tantas, que até me culparam pelo cancelamento a três dias do concerto (ahahah). Descobri Mumford&Sons só agora no final do ano e senti-me inculta por ter acordado tão tarde para estes rapazes. O meu Davidinho (Fonseca) voltou aos discos e deu-me em 2012 a ‘It Feels Like Something’ que é mais uma vez, algo que podia ter sido escrito por mim. Roubaram-me o carro no dia da minha Queima das Fitas e um mês depois tive de o mandar para o abate, e chorei quando soube que o meu Xani-Mobile estava reduzido a cinzas. Arranjei bilhetes para um dos concertos pelos quais aguardava desde sempre e fui ver Ornatos Violeta, na primeira fila, sem pagar um tostão. No fim, conheci o Manel Cruz e quando o vi à minha frente, a tremer da cabeça aos pés, só consegui dizer “eu também queria um beijinho” o que fez o homem rir-se às gargalhadas. Não sei dizer quantas vezes vi o meu [500] Days of Summer e emocionei-me sempre, porque aquele é definitivamente um dos filmes mais realistas de sempre. Voltei ao Shire uma e outra vez e senti-me como sempre me sinto nos filmes baseados em livros do Tolkien: num mundo paralelo, um sítio de fantasia que é óptimo para me tirar do meu mundo real. Avé Peter Jackson, obrigado por tudo e vemo-nos no próximo Natal. Perdi uma pessoa de família, muito próxima, mas consegui ter a paz de espírito para perceber que foi pelo melhor. Descobri que quando lutamos pelo que queremos, as coisas podem acontecer e que, até certo ponto, somos nós que fazemos a nossa sorte. Fiz uma sessão fotográfica pela primeira vez na vida e senti-me extremamente bonita, coisa que é capaz de acontecer em um a cada vinte mil dias. Nos últimos dias do ano, out of nowhere, tive uma surpresa totalmente inesperada que agora me faz sentir como a Summer em vez de ser o Tom (do mesmo [500] Days of Summer). E vamos ver no que isto dá.

2013, please, be nice. Não me tires pessoas, não me surpreendas nas análises que vou fazer na próxima semana e por favor, sê o ano em que acabo o curso. E a partir daí, veremos o que acontece. Adeus 2012, foste bonzinho mas o teu tempo acabou.

Tuesday, February 7

Walk Tall.

Callie: You know I used to walk tall around here.  I used to walk tall.  Then came George, he took off at least an inch.  Then Erica went and left me, that shaved off a few more.  I got shorter.. all that humiliation makes you shorter so yeah, I am scared of getting hurt because one more personal disaster right now, would cut me off at the knees.
(...)
Mark: Walk tall. All you can do is be brave enough to get out there.  You fought, you loved, you lost.  Walk tall Torres…”

Grey's Anatomy, Season 5 - Episode 12

Estive aqui a noite toda a matutar neste momento de um episódio de Grey's Anatomy porque este conselho que o Mark deu à Callie, já na longínqua season cinco, não me sai da cabeça. E não sei explicar porquê.
A culpa deve ser de Microbiologia. Exame de quinta-feira, nunca mais chegas!

Wednesday, December 14

Da (pequenina mas grande) Adele

O seu 21 já anda por aqui em repeat há imenso tempo. E desde a semana passada, em que me apoderei no DVD do concerto que deu no conceituado Royal Albert Hall, em Londres, que ele não sai dos meus olhos e, principalmente, dos meus ouvidos. Tem sido a minha companhia neste último sprint do semestre, em que os dias que faltam para acabar a semana são iguais ao número de exames que ainda tenho para fazer.
É inegável que ela tem uma voz muito bonita e poderosa. E que a sua subida meteórica para os tops todos destes últimos meses em muito se deveu àquela actuação nos Brit Awards, em Fevereiro, em que encantou todos com a Someone Like You. E neste concerto, descobrimos que ela é também uma pessoa muito simples e alegre, que passa bastante tempo a sorrir, apesar da tristeza inerente às suas músicas (já lá irei) e que gosta mesmo de cantar e de estar em palco.
O 21 é um álbum triste, muito triste mesmo. Não é próprio para quem não goste de músicas calmas e que nos puxem um bocadinho para baixo, porque realmente é o que ele faz. Ao ouvir Adele (e estou a referir-me especificamente ao 21 porque o seu antecessor, 19, não é tanto assim), é natural que fiquemos em baixo, tristes mesmo, porque as letras que ela escreveu relatam uma dor incrível, o final de uma relação que não deve ter sido nada fácil de ultrapassar e cuja forma que a pequenina britânica encontrou de fazer a sua paz com aquilo pelo qual passou foi a música. E daí o tom soturno que é transversal a praticamente todo o álbum. E que é motivo para que muitas pessoas se identifiquem com ele mas também para que muitas acabem por não o querer ouvir.
Eu gosto e gosto muito. É o álbum do (meu) ano. Isto porque apareceu na minha vida numa altura em que eu também lidava com o fim de uma relação (curta, mas uma relação nonetheless) que me estava a consumir por dentro e que, apesar de já terem passado cerca de três meses, só naquela altura é que me estava a 'cair a ficha', como se costuma dizer, e é que eu própria me estava a torturar, dia após dia, com os como e os porquês e tudo o mais que nos passa pela cabeça nestas alturas da vida. E uma amiga minha (grande amiga, que desde esses dias que foi incansável comigo) mostrou-me a tal actuação nos Brit Awards e a verdade é que, naquele momento, eu pensei que podia ter sido eu a escrever aquela mesma letra, caso para tal tivesse algum tipo de aptidão. Porque eu estava a passar por aquilo, porque a letra espelhava a minha história (como a de tantas outras pessoas que também se sentem assim tocadas por aquela música) e porque a dor que tinha levado a Adele a escrever aquilo era a mesma dor que eu tinha, naquele momento.
Este 21 ajudou-me e muito a fazer, eu também, a minha paz com aquilo que se passou há pouco mais de um ano e a deixar para trás (ainda que esteja guardada numa parte recôndita da minha memória a qual eu evito despertar) essa fase da minha vida. E por isso, ficarei sempre ligada à Adele e ao seu 21 (curiosamente, o título do álbum é a idade que ela tinha quando o escreveu e que é a minha idade actual), que está presente naquela que poderia ser minha OST. E uma das músicas que lá estará sempre é a lindíssima Set Fire To The Rain.

Tuesday, October 11

"Deixa ser tão leve a tua mão para ser tão simples a canção."


Há sempre uma certa parte de nós que tem tendência a complicar aquilo que pode ser simples. Quando complicamos só forçamos a que o balanço da situação, qualquer que ela seja, seja negativo para o nosso lado e saiamos magoados.
Eu já estive em algumas situações complicadas que valiam para umas duas vidas (não é presunção, é realidade... se fosse presunção seria simplesmente estúpido) e sinceramente, coisas complicadas neste momento é algo que me causa uma certa alergia e do qual eu só quero fugir a sete pés.
Gostar de alguém já é, em si, algo que tem o seu quê de complicado, todos o sabemos. E quando já tivemos a nossa quota parte de desilusões e situações em que saímos mal, encolhemo-nos, fugimos, tentamos evitar a todo o custo que nos apanhem nessa teia de novo porque tudo o que já passámos nos demonstra que o mais provável é que o peso do mundo nos vá cair todo em cima, eventualmente. E a perspectiva de passarmos por toda essa mágoa de novo faz com que os bons momentos pareçam não a compensar. E aí, fugimos.
A mim, durante imenso tempo, a vontade de fugir era coisa que não me largava embora simultaneamente houvesse uma força qualquer que actuava como se fosse um íman e que me puxava para perto. E andei nisto durante uns bons meses, enquanto muitos amigos meus diziam não me perceber, não perceber como era possível eu aguentar um impasse daqueles durante tanto tempo.
Quando, finalmente e forçadamente, se desfez esse impasse, vai já para três semanas, entrei em pânico porque, e é aqui que aparece esta nossa mania de ligar sempre o complicómetro, achei que seria impossível manter a óptima relação que existia antes. Porque quando gostamos de alguém, seja com que intensidade for, e quando isso se torna público, a simplicidade desaparece, o conforto deixa de existir e a cumplicidade ganha com meses e meses a construir uma relação de amizade perde-se num abrir e fechar de olhos. This was what I already knew.
O que eu aprendi, e que se calhar já me devia ter apercebido há mais tempo, é que quando aquilo que sentimos é genuíno e que quando nos relacionamos com pessoas que realmente nos merecem (e aqui não falo só daquele “merecer” no sentido que se fala sempre quando as relações acabam, mas sim no “merecer” que tem a ver com merecerem o nosso carinho, a nossa atenção e tudo aquilo que temos de melhor para dar), não há porque complicar.
A vida é curta. É aquele chavão que toda a gente utiliza (e eu odeio clichés) mas é bem verdade. E eu estou finalmente a aproveitar a liberdade que a minha idade me dá, sem me preocupar com meros pormenores que me poderiam impedir (e já me impediram antes). Estou a seguir aquilo que o meu coração queria com a maior simplicidade possível, que farta de complicações já estou eu, pelo menos para os próximos tempos. E assim, smoothly, vou vivendo, a sorrir, a fotografar, a cantar a plenos pulmões quando me apanho sozinha em casa, a rir-me com os meus amigos, a abraçar e beijar quem quero and not giving a f*ck about the rest.
Estou a acabar o meu curso e a aproveitar o melhor que posso cada segundo deste último ano na faculdade. E estou feliz. That’s the bottom line.

"Há qualquer coisa de leve na tua mão,
Qualquer coisa que aquece o coração
Há qualquer coisa quente quando estás,
Qualquer coisa que prende e nos desfaz
."
Tiago Bettencourt & Mantha - "Canção Simples" - O Jardim - 2007

Thursday, September 8

Das mudanças que se aproximam a passos largos.

Há cerca de três anos, a minha intenção era mudar-me de armas e bagagens para estudar em Vila Real. Cerca de um mês antes da data prevista para a mudança, apaixonei-me (e bem apaixonada e fiquei bem presa) e poucos dias depois de para lá ter ido decidi voltar porque a distância era demasiado grande, a insegurança era difícil de apagar e as dúvidas não paravam de gritar no interior da minha cabeça. Mas isso já são águas passadas, de outros carnavais.
A questão que se me impõe, já há alguns dias, é se desta será de vez. Amanhã mudo-me para um T2 perto da minha faculdade, que vou dividir com dois amigos e meus colegas de curso. A vontade de me mudar para lá surgiu algures em Março/Abril, quando o cansaço começou a ser demasiado, com as horas de viagens acumuladas de lá para cá e vice-versa, os trabalhos para fazer até tarde, as festas dentro da faculdade, o stress dos exames e testes, tudo junto que só me fazia querer estar mais perto.
Depois em Julho, surgiu a oportunidade. Um T2 para três, uma renda baratinha, a proximidade com a faculdade, a companhia de dois dos meus melhores amigos de lá e voilá, temos casa.
As aulas começam na próxima segunda e amanhã começo, aos poucos, a levar as minhas coisinhas para aquela que vai ser a minha casa nos próximos meses, até Julho.
Se por um lado já há muito que queria ter uma certa independência e autonomia (que apesar de ainda não poder ser financeira, já é um começo nonetheless), por outro lado dividir casa com outras pessoas é sempre um desafio e, por muito bem que se conheça os colegas e por muito divididas e organizadas que as coisas possam ser, há sempre uma hipótese de dar errado. E é apenas isso que causa algum receio, aquele nervoso que se sente na antecipação da mudança.
A diferença desta vez é que não há motivos externos que me façam virar as costas e que sei que, anyway it goes, vou crescer um bocadinho mais nestes meses. E preparar-me para o dia, que espero esteja cada vez mais próximo, em que vou ter de me conseguir desenvencilhar perfeitamente bem sozinha. :)

Thursday, August 25

TPM is a bitch!

Não sei se são as parvas (para não lhes chamar o outro nome que também começa com p e tem quatro letras) das hormonas ou o stress que acumulei aqui há uns dias quando ia entrando num filme de pancada de terceira categoria no meio da rua (e tudo por causa de um estacionamento e de uma velha a gritar comigo e a bater-me no carro), não sei porque raio, só sei que ando irritadiça e insuportável há dias e dias, como se qualquer coisa que me dissessem pudesse despoletar a mesma reacção do que se estivessem a espetar-me trezentas mil agulhinhas fininhas pelos olhos adentro.
Amanhã vou de férias, embora o meu mau humor me tenha posto a um passinho de bebé de mandar tudo com o c*****o só porque sim, e espero é que isto me passe a partir de amanhã porque quero aproveitar ao máximo possível os próximos dez a doze dias.
Mas esta última semana só me apetecia mandar f**** tudo e todos, quem tem a mania que sabe coisas que no fundo não sabe, quem gosta de humilhar os outros, quem aumenta a gasolina, quem trabalha para a EMEL, quem se acha o último copo de água do deserto, que faz obras na casa por cima da minha há mais de oito meses, quem não gosta de dormir e de deixar os outros dormir, quem tem a mania de ir ao sabor da maré, quem tem montes de dinheiro por oposição àqueles que andam mesmo, mesmo a contar cada cêntimo... eu sei lá. Se agora me lembrasse de mais coisas, escrevia.
Só sei que só me apetecia mandar f**** isto tudo. A ver se, quando regressar do Sul, me passa. Esperemos.

Monday, July 25

True story. É bom dizer-mos a quem nos rodeia o quão importante é para nós. Não digo a todos os dias, a toda a hora que isso só serve para banalizar o sentimento e fazê-lo perder o significado que tem. Mas também, nem oito nem oitenta. E às vezes, custa tanto fazer com que aquilo que vai cá dentro passe para fora. Tenta-se demonstrá-lo primeiro de uma forma que não nos faça recorrer às palavras, porque como diz a música dos Clã "as palavras custam a sair (...) digo o contrário do que estou a sentir", mas nem sempre isso resulta porque há pessoas muito distraídas ou porque tentamos ser tão discretos que acabamos por ser discretos até de mais e as nossas demonstrações de afecto passam despercebidas até ao mais atento dos observadores.
Eu tenho pânico de dar nas vistas. Por isso, e por outros carnavais dos quais já aqui falei noutros momentos e que agora não quero ir ao fundo do baú pegar neles, é-me bastante complicado passar para fora todas as reacções que me despoletam cá no fundinho.
Hoje, a minha janela de oportunidade fechou-se. Talvez se abra novamente daqui a um mês e meio, talvez não. Só o tempo (oh tempo, passa depressa por favor e traz-me Setembro!) o poderá demonstrar, se o barco partiu e fiquei em terra ou se ainda há a oportunidade de saltar para a pontinha da proa que se encontra perto do porto. Até lá é esperar porque há um oceano enorme, de milhares de quilómetros, que separa a importância que está aqui dentro, ganha com cada palavra de alento e apoio, cada abraço, festa, puxão de orelhas, cada beijinho na testa, Mini partilhada, cada hora de conversa (e foram muitas), cada conselho e segredo contado entre os dois.
As oportunidades de dizê-lo, loud and clear, foram várias. A coragem existiu nalgumas delas mas no último momento, houve sempre um pingo de racionalidade (ou medo?) que me impediu e me fez fechar a boquinha. As demonstrações de afecto também existiram, para meu próprio espanto que não sou nada destas coisas assim. Agora é só esperar e ver se somewhere down the road, we have everything in its right place.

Tuesday, July 5

Em jeito de continuação do post anterior...

Conheci The Killers em 2008, numa altura que foi das mais importantes da minha vida, até hoje. A primeira música que ouvi deles e que continua a ser a minha preferida e uma das minhas músicas (All These Things that I've Done) pode quase apenas definir-se por um verso, verso esse que por sua vez me define a mim. Poucos meses mais tarde, conheci uma pessoa pela qual me apaixonei perdidamente (e quando digo perdidamente é mesmo perdidamente, tiro-e-queda) e que fez com que conhecesse The Killers mais a fundo e me tornasse uma fiel seguidora das suas músicas, acabando eu a gostar mais da banda do que ele.
Por isso, e desde essa altura, que associo The Killers (especialmente certas músicas) à sua pessoa e a tudo o que tais memórias acarretam, de bom e de menos bom. E de mau também, porque se há coisa que eu evito ser é hipócrita e ele também me trouxe muita lágrima, muita quebra na auto-estima e atravessou-me como um tornado, deixando cá muita cicatriz.
Curiosamente, nunca tinha achado grande piada a esta For Reasons Unknown até ouvir esta versão ao vivo, que tem um poder... Bate aos pontos a versão de estúdio que para mim era algo perto do terrível.
Tem um poder enorme, tem aquele excerto do Brandon Flowers que aqui coloquei no início do post anterior, tem um ritmo fantástico... Tem tudo, tudo, tudo. Tudo o que faz com que não associe mais The Killers àquela pessoa ("and my eyes don't recognize you no more.") e que saiba muito bem quais as razões que levaram a que finalmente isso acontecesse.

Sunday, June 12

Faz-te um Homem!

Há duas noites, virei-me para um colega meu da faculdade e disse "Faz-te um homem!".
Não é o tipo de coisa que eu diga assim, muito menos para uma pessoa com quem não tenho tanta confiança quanto isso mas verdade é que era algo que me estava entalado há algum tempo e que tinha mesmo de dizer e agora que felizmente ele lá acertou as agulhinhas com uma das minhas melhores amigas, sabia perfeitamente que de mim iria ouvir algo dentro deste género.

Truth is, eu precisava mesmo era que alguém se chegasse à frente e me desse um estaladão daqueles de mão cheia e me dissesse "Então mas ainda não aprendeste que teres medo de tudo não te leva a lado nenhum? Quando é que esqueces isso? Afinal és uma mulher ou és um rato?". Alguém que me dissesse e me fizesse convencer-me a mim própria, que isto está difícil, que todos temos e devemos de lutar pelo que queremos e não nos podemos recostar na cadeira e esperar que milagrosamente o que desejamos tão ardentemente venha até nós, por obra e graça do Espírito Santo... Ele tem mais que fazer do que andar a fazer acontecer os caprichos de todas as raparigas mariquinhas deste mundo. Coisa que eu digo sempre quando me vêm pedir conselhos e que finalizo com um "faz o que te digo, não faças o que eu faço".
Assim como eu me virei para ele e lhe disse "Faz-te um homem!", devia haver pelo meu círculo de pessoas alguém que me dissesse "Faz-te uma mulher que já estás em boa idade!". Porque estou, que já tenho quase vinte e um, f***-se! E que isso me fizesse abrir os olhos, deixar de pensar no que as outras pessoas pensam e observam nas minhas atitudes e podem vir a dizer sobre o que eu faça. Fazer aquilo que realmente me apetece, como fiz por momentos nessa noite e que depois fiquei a remoer se mais valia ter estado sossegada.
Mas como eu me conheço tão bem, sei que mesmo que me dissessem isso, de nada iria valer porque sou mais teimosa que os burros e não me obrigo a mexer aqui o corpinho Danone para nada relacionado com esses assuntos do coração, desde que mo desfizeram em bocados.
E para isso é que serviria o estaladão de mão cheia. Podia ser que a dor na cara me despertasse para a vida que potencialmente me estará a passar ao lado.

Sunday, November 14

U Know Who I Am

Desde sempre que é uma música que me toca muito. Ao nível de produção é algo muito simplista, uma guitarra acústica, uma batida a marcar o tempo, um arranjo simples de teclas et voilá. Estava feita a música mais marcante que o David já compôs.
Nela tudo se resume à letra, que exprime sentimentos que devem ser o denominador comum da vida de praticamente toda a gente, já que fala de Amor. Com as palavras que todos muitas vezes evitamos usar, por serem lugares comuns, o David resumiu em meia dúzia de frases aquilo que quase todos nós procuramos ao longo da vida: a felicidade de ter alguém ao nosso lado que nos compreende a 100%, que conhece os defeitos, as virtudes, que nos seca as lágrimas e nos retribui os sorrisos. Alguém, seja namorado, pai, irmão, tio, primo, amigo ou o vizinho ali do lado que nos marca a vida e nos faz crescer e querer ser sempre mais e melhor.
Quando ele tocou esta música no Coliseu dos Recreios, a 9 de Abril deste ano, eu estava na primeira fila com duas amigas minhas (que entram no videoclip desta música, estreadinho ontem) e aos primeiros acordes, dei por mim e as lágrimas corriam-me cara abaixo. E o videoclip que vi ontem pela primeira vez, surtiu o mesmo efeito.
A simplicidade desta música, a simplicidade do artista que a escreveu (que é uma das pessoas que eu mais admiro) emocionam-me. Tornou-se numa das minhas músicas e toca-me cá dentro de uma maneira inexplicável.

E o videoclip é fantástico. Só ele, só o David é capaz disto.

"(..) And I'll walk through dangers
I'll dance with strangers, but they'll never understand
We'll never be defenseless
We'll win this war against them
Don't you doubt this, yeah I'm sure we can
And who cares if they don't ever understand
And I love you because you know who I am"
David Fonseca - 'U Know Who I Am' - Between Waves - 2009

Wednesday, November 10

[Passaram-se cinco dias. Cinco dias em que não saber nada de ti me está a corroer por dentro aos bocadinhos. Não te poder contactar, apesar de ser a única coisa que neste momento me apetece fazer e de estar a lutar contra a vontade de te ligar ou mandar uma simples mensagem, é algo difícil de suportar. Não te poder contar que ontem fui enxovalhada mesmo à grande (eu e as minhas colegas de grupo) pela Cruela de Ville, mas mesmo à grande, e que infelizmente já estou tapada por faltas, ou seja, tenho de ir às aulas todas o resto do semestre e ouvi-la a chamar-nos 'inúteis' e 'ignorantes' a cada cinco minutos. Ouvir e calar, senão se abro a boca para reclamar, fico chumbada já em Novembro. Não te poder contar também que ontem fizemos ainda, pela primeira vez, uma análise da cena de crime completa, do princípio ao fim. Eu, como se calcula, ofereci-me para a parte da fotografia e lá andei, de Nikon em punho, e consegui tirar algumas fotografias boas até. Não te poder contar que hoje à noite tenho um jogo de futsal e que, segundo o treinador, posso jogar uns minutinhos desta vez e que a equipa do Instituto não-sei-quê de Ciências Médicas está uns bons furos abaixo de nós e a confiança está em altas para ganharmos este jogo, o que bem precisamos.
Não queria, nem quero, ser a primeira a quebrar este silêncio que está lentamente a dar cabo de mim, mas a verdade é que eu é que sou a emocional. Eu é que sou a que sente tudo à flor da pele, eu é que tenho o coração acelerado desde há cinco dias, com um ritmo que não me deixa dormir sossegada. Eu é que ainda tenho a réstia de esperança dentro de mim, que não sei bem de onde é que vem, parva que sou, que me diz que tu também não estás bem com isto, que sentes a minha falta e que hás-de 'cair em ti' brevemente e sentir que a nossa 'história' não pode acabar assim, desta forma tão out of nowhere.
Aquilo que, eu pelo menos acho que, construímos ao longo de tanto tempo seguido de contacto constante, quase 24h sobre 24h, não deve poder ser assim abalado e 'apagado' graças a uns momentos (ou dias) de fraqueza e stress de ambos. Claro que se for só eu a pensar desta forma, a luta a que me proponho é inglória mas acho que qualquer pessoa apaixonada tem um quê de estupidez que a faz sempre ser uma seguidora de causas perdidas e, por essa mesma razão, por muito que isto vá talvez servir apenas para me magoar e enfraquecer ainda mais, eu ainda acredito.
Por isso, ainda não saíste do meu pensamento e não sei lidar com aquilo pelo qual estou a passar. Por isso, o meu espírito pede que todo este pesadelo acabe proximamente, porque nada vai ficar mais fácil e eu preciso mesmo de um dos meus apoios de volta. Porque me sinto a cair outra vez e os que me seguram não me estão a ajudar a levantar. Faltas-me tu.
E fazes-me uma falta impossível de suportar.]

Monday, October 25

Os Corações Também se Gastam

Na sexta-feira à noite, um dos convidados do Bruno Nogueira no Lado B era o escritor e fotógrafo Pedro Paixão, senhor cujo trabalho eu desconhecia (entretanto já fui pesquisar). Quando questionado se o seu coração já se tinha gasto alguma vez, isto a propósito do título de um dos seus livros, respondeu o seguinte:

"Há pessoas que têm o coração partido desde sempre, não é? E o coração não se pode estar a colar com cola UHU (...) O coração está partido. Mas não queria estar na outra situação."

Chamem-me doidinha, ingénua, dramática, mas o homem conquistou-me com esta resposta. Ele escreve sobre o Amor, sobre as Mulheres e apesar de não ser muito habitual em mim, este livro chamado Os Corações Também se Gastam é o próximo must read, assim que enfiar o Eat, Pray, Love de vez na prateleira. Para variar um pouco, vou ler um escritor português... vamos a ver.

Saturday, October 16

Bridge Over Troubled Water



Este rapaz foi o vencedor do Australian Idol em 2004, se não me engano. Na antepenúltima gala (a do top 3) cantou duas músicas, sendo uma delas esta Bridge Over Troubled Water, um original de Simon & Garfunkel, um grande clássico que remonta a 1970.
A música não está completa, podem ouvir a versão integral aqui, mas esta performance deixou-me sem ar já há alguns dias e tenho andado a ouvir over and over again esta semana, que foi bastante complicada.
O essencial? Simplesmente este excerto:

"When you're weary, feeling small,
When tears are in your eyes, I will dry them all;
I'm on your side, when times get rough
And friends just can't be found,
Like a bridge over troubled water
I will lay me down.
Like a bridge over troubled water
I will lay me down."
Simon & Garfunkel - 'Bridge Over Troubled Water' - Bridge Over Troubled Water - 1970

E o rapaz canta incrivelmente bem!

Monday, September 6

[Está por estas alturas a fazer dois anos, assim tipo amanhã, que me estilhaçaram o coração em mais pedaços do que aqueles que é possível a um ser humano contabilizar. Ora, claro que isso não havia de dar bom resultado e Setembro de 2008 foi assim um péssimo, péssimo mês que começou mal, continuou mal e acabou ainda pior. Começou com o fim de algo que ainda estava no principio, é certo, mas que no meu ponto de vista teria muito potencial (aparentemente, era só mesmo no meu ponto de vista... e eu vejo um bocado mal). Continuou com uma mudança de cidade que parecia que me doía fisicamente a cada quilómetro mais a Norte que percorria na auto-estrada. Acabou com uma volta de 270º na vida que eu achava totalmente rotineira e desinteressante mas que afinal se revelou altamente interessante quando comparada àquilo a que fui parar durante os onze meses seguintes.
Há mais ou menos um ano, quando entrei para a faculdade pela segunda, e definitiva, vez, tudo voltou a mudar. Para melhor. Devagarinho e com um grande retrocesso por volta do final do primeiro semestre. Por cada passo que já tinha dado em frente voltei a recusar dois, ou seja, voltei quase ao princípio novamente. E doeu como a merda. Mais ainda, se possível, do que da primeira vez porque foi um corte mais radical (e definitivo, talvez?).
Ao fim de dois anos, a verdade é que dói cada vez menos, apesar de eu saber que, lá no fundinho, há-de ficar sempre aqui uma réstia de mágoa, quanto mais não seja pela forma como tudo se desvaneceu e os efeitos a longo prazo (uns bons, outros nem por isso) que todo aquele mês, maldito mês, teve na minha vida. E dói cada vez menos, porque me têm vindo a ensinar, devagarinho, devagarinho, que todos os estilhaços podem ser colocados novamente no seu sítio original, mesmo que já tenha passado tanto tempo e as suas bordas não encaixem completamente como um puzzle (or so I thought).
Vamos ver se a última dúzia de peças que ainda me falta colar, sim porque elas eram mesmo muito pequenininhas e dão um trabalho dos diabos para encaixar novamente, se completam brevemente. Embora já as devesse ter perdido, as expectativas são que sim, mas nunca se sabe.
E eu não paro de repetir para mim mesma que isto tudo há-de estar prestes a ir pelo cano abaixo novamente em breve, porque é sempre assim.]

Wednesday, August 18

Fiction


Foi a música que mais me tocou do álbum inteiro. Anda em repeat há semanas, de tal forma que já me bloqueou o leitor de mp3 umas quantas vezes. A última música escrita pelo Jimmy, que tem ainda a sua voz num momento, e que quase que soa a despedida (quase, sim, porque o homem não sabia que ia morrer... acho eu!).
Este final, mesmo já depois de o ter ouvido mil trezentas e vinte e cinco vezes, faz-me sempre arrepiar e deixa-me de coração apertado.

"I hope it's worth it, here on the highway, yeah
I know you'll find your own way when I'm not with you
(...)
I hope it's worth it, what's left behind me, yeah
I know you'll find your own way when I'm not with you

So tell everybody, the ones who walk beside me, yeah
I know you'll find your own way when I'm not with you tonight"

Avenged Sevenfold - 'Fiction' - Nightmare - 2010

Quando eu for desta para melhor, é favor escrever isto algures na minha lápide.

Wednesday, July 14

Das Complicações

"All the love gone bad, turned my world to black,
Tattoed all I see, all I am,
All I'll be..."
Pearl Jam - 'Black' - Ten - 1994

Eu sou uma pessoa para lá de complicada. Há umas boas semanas que estou figuradamente a caminhar sobre vidro e a dar cabo do juízo dos que me são mais próximos e tudo na antecipação de algo que ainda nem sequer aconteceu (e pode nem vir a acontecer, ou acontecer mas só daqui por uns meses ou anos, ou acontecer mesmo e já amanhã, embora esta última opção seja praticamente impossível).
Ele, o N., já me disse mais do que uma vez que me conhece melhor que ninguém e melhor que eu própria (presunção ou realidade?) e que eu preciso rapidamente de ligar o descomplicómetro (algo que lhe é inato mas é uma característica que se deve ter escapado na minha síntese de DNA, já que acho que não os há aqui pelos meus lados). Há dias, conversávamos e eu consegui ligar o descomplicómetro, ainda que por breves minutos. Disse aquilo que sentia e que acho que quero retirar desta situação. Ele aconselhou calma, auto-controlo e acima de tudo nada de expectativas.
E é esse o centro de tudo. As expectativas. As que crio, as que já criei e as que ainda poderei a vir criar com o desenvolver da situação.
A última vez que criei expectativas em relação a algo (ou a alguém) magoei-me e não foi pouco. Creio que também foi por as ter criado muito rápido, rápido demais como me apontaram uma vez. E tenho medo, um medo de morte, que essas expectativas falhadas que ainda hoje me perseguem (é capaz de haver ainda cerca de 20% de mim que pensa "Será que...?") me tenham estragado para sempre e que agora, apesar de continuar a criá-las - quem é que está numa situação assim e não o faz? -, inconscientemente me obrigue a mim própria a desfazê-las sendo que o caminho mais rápido para isso é o afastamento. Por isso, tenho uma pequena voz no interior que me grita, há semanas "Foge daqui", "Afasta-te disto", "Não te deixes apanhar" e pensamentos semelhantes.
O problema é que, como lhe admiti, ao N., na nossa conversa do outro dia, não quero fugir, nem afastar-me, quero deixar-me apanhar (se me quiserem apanhar, bem entendidos)... Só que toda a bagagem que levo porque a carregarei comigo sempre e que é totalmente desconhecida por quem de interesse, é algo que condicionará tudo. E um dia, se tudo andar sobre rodas, terei de a expor. E ou quebro uma promessa, ou arruino a minha mais próxima (e possível mas não segura) felicidade.
Não estou parada, estou a andar devagar, devagarinho. A dar passinhos de bebé. Mas tudo será diferente quando os passinhos deixarem de ser de bebé e passarem a ser de adulto (se lá chegarmos).

(Isto faz tudo um sentido espectacular, não é? Pois, eu sei. Eu sou complicada, eu avisei...Não me conheço tão bem como o N. diz que ele próprio conhece, mas há detalhes tão flagrantemente gritantes que até um cego consegue ver.)

Monday, May 31

Hands Open


"With my hands open
and my eyes open
I just keep hoping
that your heart opens."
Snow Patrol - 'Hands Open' - Eyes Open - 2006

É isso e esperar que chovam martelos e que as vacas tussam... Mas o que se há de fazer, sou parva. E esta música anda no repeat desde quinta-feira e só me faz lembrar de coisas que não devia. Dammit!

Saturday, April 24

You're still in mine, forever.

Esta semana poderia ter-se tornado péssima, já que nela iria existir um dia que se avizinhava bastante difícil. Há aquelas efemérides que manteremos na nossa memória durante muito tempo e que pelos mais variados motivos, durante os primeiros tempos, custam. Esta seria uma delas.
Surpreendentemente, aquele dia e noite não custaram nada a passar comparativamente ao que eu previa e temia.
Por muito deteriorada que esteja a nossa proximidade neste momento e no meio da tristeza que a situação exige, dou-me conta que não me afectou nada a passada quarta-feira e isso deixa-me contente comigo própria. Estou a crescer e a andar para a frente, finalmente. E isso é o mais importante. :)

Wednesday, April 21

Um Dia

"Um dia, o mais provável é tornares-te num chato, deixares de sair à noite e começares a levar-te demasiado a sério. Nesse dia, vais começar a vestir cinzento e bege, pedir para baixar o volume da música e deixar a tua guitarra a apanhar pó. Vais tornar-te politicamente correcto, socialmente evoluído e economicamente consciente. Vais achar que tens de ir para onde toda a gente vai e assumir que tens de usar fato e gravata todos os dias. Nesse dia, vais deixar de beijar em público, as tuas viagens serão mais vezes no sofá e dormirás menos ao relento. É oficial. Vais entrar na idade do chinelo e deixar de ser quem foste até então. Vais deixar de te sentar ao colo dos amigos e vais esquecer-te de como se faz um quantos-queres ou um barco de papel. Vais ficar nervosinho se não trocares de carro de quatro em quatro anos e desatinar se o hotel onde estiveres não te der toalhas para o teu macio e hidratado rosto. Vais tornar-te muito crescido e começar a preocupar-te com tudo e com nada e a não fazer nada porque 'vai-se andando' e a vida é mesmo assim. Vais dizer não mais vezes, vais ter mais medo, vais achar que não podes, que não deves, que tens vergonha.
Vais ser mais triste.
Nesse dia, o mais provável é que também deixes de beber refrigerantes.
Aqui fica uma ideia: quando esse dia chegar, não lhes fales.

Mantém-te ORIGINAL"


Vi ontem na capa do Destak (que afinal até serve para um bocadinho mais do que para ler no comboio para o Monte da Caparica) e adorei. :)

Sunday, April 18