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Monday, December 31

Closed for Inventory #4


2012 foi um dos melhores anos de sempre. Pesando o bom e o mau, a balança não deixa de pender para o lado bom. Comecei o ano em exames, com o stress de ter imensas cadeiras para fazer para concluir o curso. Em dez dias, tive cinco provas, das quais passei a quatro, com a tranquilidade máxima. Consegui a proeza de fazer sete cadeiras num semestre, quando nos anos de faculdade anteriores o máximo que tinha consegui eram quatro. Tive o mês de Janeiro sem outra vida que não estudar. No dia 14 de Janeiro, senti o chão a fugir-me dos pés quando me surpreenderam como nunca tinha acontecido. Um mês mais tarde, fui ao aeroporto de Lisboa despedir-me e vim de lá com um compromisso. O 14 de Fevereiro fez com que todos os dias 14 a partir daí fossem especiais e diferentes. Fui almoçar à praia e sai de lá para ir ver os Dream Theater pela terceira vez ao vivo e apaixonar-me pela ‘Beneath the Surface’. Consegui um estágio na Polícia Judiciária, na área que mais gosto, e passei lá um mês memorável onde aprendi imenso. Passei noites e noites no (ou na) Flor, com aquelas pessoas que são as importantes e que vão ficar por mais que a faculdade já tenha passado. Minis, cartas, setas, jantares, festas... Fui finalista (ALLEZ!) e passei a melhor Semana Académica de SEMPRE! Percebi que se não fizer nada por mim, também não é estando à espera que as coisas vão acontecer. Tive de deixar o meu “T2 para três” e tenho saudades da nossa casa todos os dias. Num sprint final, falhei e por isso, tive de ficar mais um ano a terminar o curso. Deixei que isso me mandasse abaixo e espatifei-me no chão com uma pinta genial. Nesse mesmo timing, perdi a única relação saudável e realmente importante que tive até hoje, coisa da qual me irei ressentir por muito tempo ainda. Vi o meu melhor amigo ‘emigrar’ por seis meses e morri de saudades, tendo ficado cá. Carreguei um projecto as costas, por vergonha e orgulho de pedir e delegar trabalho, e acabei a perder anos de vida de preocupação, desiludir-me com pessoas e a não ter o resultado pretendido. Jurei para nunca mais meter-me numa coisa dessas mas foi juramento que durou pouco tempo. Estreitei algumas amizades, perdi outras mas as importantes continuam intactas. Morri de saudades e acordei renascida no dia seguinte, porque tinha de ser. Passei meses e meses a deitar-me sempre depois das 2h da manhã e a baldar-me a aulas no dia seguinte, porque não eram práticas. Consegui fazer uma cadeira sem nunca ter posto os pés numa aula e mesmo assim tirar um 15 num exame, sem estudar mais do que três parágrafos. Fui de férias de Verão , conhecer a ilha e namorar muito e senti-me super feliz naquele bocadinho de terra rodeado de mar, onde comi que nem uma lontra, fotografei imenso e pensei ‘this is the one’. Na ilha, voltei a Gotham City e pensei para mim que realmente o Christopher Nolan é um génio e o Joseph Gordon-Levitt tem uma classe que, enfim... Vi imensas e imensas séries, chorei com o final da season de Grey’s Anatomy, viciei-me em Game of Thrones como há muito tempo não me viciava em nada e voltei a (re)ver Friends. Descobri que apesar de ser uma grande naba, acho muita piada a matar zombies no Call of Duty: Black Ops. Roguei imensas pragas por não poder ir ver Florence + The Machine ao Optimus Alive... tantas, que até me culparam pelo cancelamento a três dias do concerto (ahahah). Descobri Mumford&Sons só agora no final do ano e senti-me inculta por ter acordado tão tarde para estes rapazes. O meu Davidinho (Fonseca) voltou aos discos e deu-me em 2012 a ‘It Feels Like Something’ que é mais uma vez, algo que podia ter sido escrito por mim. Roubaram-me o carro no dia da minha Queima das Fitas e um mês depois tive de o mandar para o abate, e chorei quando soube que o meu Xani-Mobile estava reduzido a cinzas. Arranjei bilhetes para um dos concertos pelos quais aguardava desde sempre e fui ver Ornatos Violeta, na primeira fila, sem pagar um tostão. No fim, conheci o Manel Cruz e quando o vi à minha frente, a tremer da cabeça aos pés, só consegui dizer “eu também queria um beijinho” o que fez o homem rir-se às gargalhadas. Não sei dizer quantas vezes vi o meu [500] Days of Summer e emocionei-me sempre, porque aquele é definitivamente um dos filmes mais realistas de sempre. Voltei ao Shire uma e outra vez e senti-me como sempre me sinto nos filmes baseados em livros do Tolkien: num mundo paralelo, um sítio de fantasia que é óptimo para me tirar do meu mundo real. Avé Peter Jackson, obrigado por tudo e vemo-nos no próximo Natal. Perdi uma pessoa de família, muito próxima, mas consegui ter a paz de espírito para perceber que foi pelo melhor. Descobri que quando lutamos pelo que queremos, as coisas podem acontecer e que, até certo ponto, somos nós que fazemos a nossa sorte. Fiz uma sessão fotográfica pela primeira vez na vida e senti-me extremamente bonita, coisa que é capaz de acontecer em um a cada vinte mil dias. Nos últimos dias do ano, out of nowhere, tive uma surpresa totalmente inesperada que agora me faz sentir como a Summer em vez de ser o Tom (do mesmo [500] Days of Summer). E vamos ver no que isto dá.

2013, please, be nice. Não me tires pessoas, não me surpreendas nas análises que vou fazer na próxima semana e por favor, sê o ano em que acabo o curso. E a partir daí, veremos o que acontece. Adeus 2012, foste bonzinho mas o teu tempo acabou.

Saturday, December 31

Closed for Inventory #3

Chegou a hora de mandar 2011 dar uma voltinha a outro sítio e de cumprimentar 2012. De guardar as alegrias do ano velho e deixar para trás as tristezas nesta entrada no ano novo porque "o que lá vai, lá vai...". De estabelecer uma série de objectivos que, se for preciso, são os mesmos de anos passados e de dizer "desta é que é!". De perspectivar tudo aquilo de novo que pode acontecer nos próximos doze meses e de tentar manter tudo o que não queremos de mude.
Chegou a altura de formular doze desejos e comer as passas (terríveis, odeio passas!), de ser o pé direito o primeiro que se põe no chão neste 2012 e de passar a meia-noite com dinheiro no bolso, para que ele não nos falte durante o ano que agora começa. Não esquecendo a tradição de estrear uma peça de roupa interior azul no primeiro dia do ano.
São superstições, que valem o que valem como é óbvio, mas que se vão cumprir nesta passagem de ano. Just in case.
2011 começou com uma depressão a pairar por cima da minha cabeça e nos primeiros três meses do ano, o ânimo e a vontade não existiam por aqui. Mas em Março houve ali o click, a reviravolta, aquele pequeno momento em que tudo encaixou e a vida voltou a andar para a frente. E o resto do ano acabou por ser muito bom.
Devemos sempre ansiar por melhor, é verdade, mas se o próximo ano for igual à parte boa de 2011, estamos bem. Razoavelmente felizes.
Que haja saúde, dinheiro, felicidade, amor e positivismo, que é algo que nos últimos tempos nos tem faltado. E que haja mais tempo para escrever, que me tem feito falta.
That's what matters.

Friday, December 16

Finalmente chegaste, 16 de Dezembro!

Olá Lisboa, mini-férias, casa e mãe.
Adeus faculdade, até Janeiro!

(Feels so good to be home!)

Tuesday, December 13

Porque hoje é dia 13 de Dezembro!


Parabéns big brother, meu querido maninho! ♥ Say 33! 

"Sometimes being a brother is even better than being a superhero."

Friday, December 9

Countdown: sete dias.

Falta uma semana para regressar ao meu Grupinho Maravilha, para pegar na sexta season de Dexter, que termina dia 18 de Dezembro, e vê-la de uma assentada como é a minha tradição desde há umas seasons (já tenho cá umas saudades do meu querido Michael C. Hall), para estar com a minha mãe e ir passear, para me despedir da faculdade com um Adeus, até Janeiro (se bem que os exames começam logo dia 3 e há que estudar um pouco depois do Natal), para pôr FINALMENTE tudo em dia por aqui, que desde que me mudei que não consigo escrever tanto como gosto nem seguir tão de perto os blogs que gosto de ler (e assim sendo tenho dois meses de blogosfera para recuperar... o que vai ser já no próximo fim de semana!), para deixar de me preocupar com o meu estágio e com tudo o resto.
Esta semana que se aproxima vai ser a doer: 3 exames complicadinhos nos três últimos dias, um trabalho para apresentar na segunda-feira sobre um artigo científico de Entomologia Forense, um caderno de laboratório de Toxicologia para fazer por completo... Invarialmente, a última semana do semestre é sempre assim mas parece que custa mais a última semana de Dezembro do que a última semana de Junho... Deve ser do frio.
Countdown para as (mini) férias: sete dias!

Friday, December 2

Por muito que eu goste de viver 'sozinha',

... há sempre aqueles dias em que só me apetece fugir daqui, desligar de pressão da faculdade, dos trabalhos, das apresentações, dos exames e todas as outras responsabilidades (que me fazem crescer mas que às vezes se tornam demasiado pesadas, mesmo não o sendo), desligar destas minhas pessoas que me fazem muito bem mas das quais, como em tudo, às vezes preciso de um intervalo, quando as saudades dos que estão em Lisboa e que apesar de serem pouquíssimos quilómetros podem estar longe durante semanas a fio, as saudades do meu irmão que vejo sempre a correr e cujos abraços me fazem sempre sentir como se tivesse ainda cinco anos e fosse bem pequenina, as saudades da comida da minha mãe, da minha cama querida (o meu refúgio de todas as horas), do meu pai, de beber um Martini com o meu melhor amigo que está prestes a emigrar, de percorrer pela milionésima vez a Baixa com a minha melhor amiga, de tocar o meu piano, de aninhar-me no sofá e adormecer a ver televisão, de tudo começam a apertar o meu peito de uma maneira horrível.
É quando estou prestes a voltar a Lisboa que a nostalgia fica mais forte, que preciso mais de voltar quase como preciso do ar para respirar. Porque três meses ainda não dá para que isto deixe de ser o meu mundo. E às vezes custa muito. E anteontem, estava um farrapo.

Sunday, July 31

Do Sporting

Os meus dois avôs morreram ambos cedo. Um deles, muito antes nós nascermos, quer o meu irmão, quer eu. O outro morreu perto do Natal de 1996, tinha eu feito seis anos há pouco tempo. Vivia em Vila Real, a mais de 400 quilómetros de distância de mim, e apesar de ser uma pessoa muito calada e sossegada (pelo menos, do pouco que eu me lembro) era claro que gostava muito dos dois netos que conheceu (só eu e o Miguel, já que os filhos dos meus tios apareceram só mais tarde).
Por isso, ele era como um avô para mim. Na realidade era cunhado da minha avó (a única que ainda é viva actualmente) e sempre o tratei por Tio. Com toda a certeza, foi uma das pessoas de quem mais gostei até hoje.
A verdade é que os bons vão sempre primeiro e ele já foi há muito tempo. Quando eu ainda era demasiado pequena para sequer perceber do que é que significava nunca mais ver alguém de quem tanto gostava. Esteve doente durante meses e meses até que uma manhã acordei para a notícia de que a doença tinha inevitavelmente levado a melhor. Vai fazer, neste Agosto que está prestes a começar, dez anos.
Ele era um grande Sportinguista, talvez o maior que já conheci. Um homem que sofria pelo clube que amava, mas sem fanatismos nem facciosismos; sempre com justiça. Não há vez que assista um jogo, seja em casa ou no próprio Estádio, em que não me lembre dele.
Ontem, ao ver o jogo de apresentação do Sporting contra o Valência (e a vergonha que foi, perder 0-3, em nossa casa, na apresentação aos sócios e adeptos), senti-me tão triste e imaginei quão triste ele ficaria caso tivesse testemunhado alguns (maus) momentos das últimas épocas.
Depois, pensei em todos os momentos destes dez anos que ele teria ficado felicíssimo por ver e que, infelizmente, não conseguiu: o espectáculo de inauguração do novo Estádio, a caminhada até à final da Taça UEFA em 2005 (e aqueles jogos fantásticos contra Newcastle e Az Alkmaar que me tiraram anos de vida com os nervos que deram), o 5-3 ao Benfica em casa nas meias-finais da Taça há dois anos, entre outros. E isto para não falar dos momentos familiares, mais privados.
Os bons vão sempre primeiro. Mas também é verdade que os bons nunca, mas nunca são esquecidos. Passem os anos que passarem, continuam sempre a fazer falta e deles, dos bons, temos sempre muitas, muitas saudades.
Dele, do meu avô, já as tenho há dez anos.

Saturday, March 19

Porque hoje é Dia do Pai.

O cliché é dizermos que temos o melhor Pai do Mundo. Eu não vou dizer isso porque gosto pouco de cair em lugares-comuns (já me basta as vezes que caio no meio da rua, no sentido literal).
O meu Pai já me aturou muitos caprichos que certos pais não aturam. O meu Pai dá-me imensos abraços e beijinhos de cada vez que me vê. O meu Pai desdobra-se todo para que não me falte nada e raramente me diz que não. Desde pequenina que sou a menina do papá, confesso.
Espero que, caso eu venha algum dia a ter filhos, o pai deles seja no mínimo metade daquilo que o meu Pai é para mim. Hoje, como é Dia do Pai, fica aqui uma das músicas preferidas dele, que me lembro de ouvir imensas vezes, sempre que me ia levar à escola quando era pequena. Love you, Daddy!

Saturday, January 15

Comecei a ver este programa em Setembro e é dos poucos que ainda vejo na televisão. Actualmente, só The Biggest Loser e Criminal Minds (SIC Mulher e SIC) me fazem sentar em frente à televisão por um bocadinho, de segunda a quinta-feira. Ah, e também acho piada ao The Ellen DeGeneres Show, a mulher tem graça e não tem um programa de drama-estilo-Oprah (para a qual já não há paciência!).
Mas voltando aqui ao prato principal (trocadilho estúpido, eu sei), o que me prende a este The Biggest Loser é a capacidade e a vontade que as pessoas demonstram em perder peso, em tornar a sua vida mais saudável. É verdade que tais perdas de peso só são possíveis realmente treinando imensas horas por dia, não tendo um trabalho ou outras rotinas. Mas aquelas pessoas provam que é verdadeiramente possível mudar de estilo de vida. Basta querer e ter força de vontade. Fazer por isso.

Comecei a ver o programa com o meu irmão. Lá nos sentávamos nós, quatro dias por semana, a ver os desafios que eles criavam para os concorrentes a cada semana e como cada concorrente se saía na balança. E quem era eliminado, claro.

Há mais ou menos três semanas que o meu irmão mudou de casa. Vi-o umas duas ou três vezes nesse espaço de tempo. Como se calcula, o rapaz não vem cá a casa, todas as noites, para ver o programa. Ou seja, passei a ser só eu, não tendo ninguém com quem comentar quem sai e quem fica e outras futilidades sem interesse, coisa potencialmente irritante mas que eu tenho muito a mania de fazer.
A verdade é que parece que o programa perdeu parte da graça. Vê-lo sozinha não é a mesma coisa. Arrisco-me a adormecer depois no sofá e não tenho ninguém que chegue a casa mais tarde e me vá acordar para me mandar ir para a cama.
Acho que o que estou a tentar dizer é que, apesar de estar feliz por ele ter a sua casa e tudo o mais, de andarmos sempre às turras e a chatearmo-nos e a discutir quando ele estava cá em casa, de passarmos também dias e dias sem nos vermos, tenho saudades do meu irmão. Muitas.

Saturday, May 29

Ao grande filho da p*** que se despistou aqui na rua ontem à noite e destruiu os carros do meu irmão e da minha mãe,

Só tenho a dizer uma coisa: obrigada! Obrigada por arruinares um fim-de-semana a uma família inteira, só porque vinhas provavelmente bêbedo do arraial do IST e te apeteceu fazer uma merda de um pião aqui na rua, perdeste o controlo do carro e trufas, enfiaste-te no C3 azul escuro que estava estacionado, sossegadinho, à tua direita. Que por sua vez, andou para a frente e espatifou a bagageira de uma C5 prateada que estava estacionada à frente dele. Carros esses que são, respectivamente, do meu irmão e da minha mãe.
Não contente com isso e com serem quase quatro da manhã, resolveste fugir e
deixar o carro, deixando também o caos instalado aqui na rua. Obrigada, a sério!
Devo só dizer-te que espero que vás arder no Inferno e que eu e o Miguel nunca te consigamos deitar as mãos, porque senão vais para lá (para o Inferno) muito mais depressa. Ou pelo menos, para as urgências do Hospital de Santa Maria.
Porque isto, não é coisa que se faça, seu grandessíssim
o filho da p***.

(Piadinhas sobre só termos Citröen's cá em casa são dispensáveis, a sério.)

Tuesday, May 4

Sintonia de Irmãos

Agora depois de chegar à Faculdade e descobrir que uma pessoa que andava lá no Colégio ao mesmo tempo que eu também foi parar ao Instituto, descubro que eu e o meu irmão temos uma estranha sintonia no que toca a outros pares de irmãos.
Já é o segundo caso de irmãos em que os mais velhos eram do ano dele e os mais novos do meu ou do ano a seguir ao meu e AMBOS (e sem sabermos) não íamos à bola com eles, nem que chovessem martelos.
Só na sexta-feira à noite, quando conversávamos por causa de uma coisa no Facebook, é que chegámos a esta conclusão. Somos uma dupla e pêras, a ruindade grita-nos à distância.
(Infelizmente, vou ter de levar com a tal rapariga na mesma faculdade que eu durante os três anos que dura o meu curso... pelo menos um já está quase acabado.)

Monday, July 20

21/07/2006

Faz amanhã três anos que nasceste. Se bem me lembro, passava pouco das 22h, quando o meu pai, o teu Tio João, telefonou cá para casa a dizer que tinhas nascido e que estava tudo bem contigo e com a tua mãe, felizmente.
Até os teus pais se terem casado, há oito anos atrás, o teu pai era um perfeito estranho para mim. Sim, era meu tio e irmão mais novo do meu pai, mas o facto de viver a 400 km de distância e só o vermos praticamente no Natal, e às vezes nem isso, dificultava muito as coisas. Ele era muito calado, chegava cá a Lisboa, passava cá meia-dúzia de dias, pouco falava e adeusinho, tenho que voltar para casa. Até ao dia em que ele convocou um jantar de família, sem motivo aparente. Estranhámos. Lembro-me de os meus pais (ainda casados na altura) se perguntarem O que é que será que o Luís quer? Nessa noite, caiu a bomba (no bom sentido, claro).
Passado pouco tempo, três ou quatro meses ou o que foi, o meu conceito de família (que nos dias que correm não vale a ponta de um corno, mas isso são outras questões) mudou e bastante, quando ganhei uma 'tia' nova. Uma tia que não tinha nada a ver com as outras que eu já conhecia, nada mesmo. Que me apaixonou à primeira vista, por ser muito boa pessoa, amorosa, expansiva, sempre com um sorriso na cara, uma palavra de conforto e um abraço prontos a dar.
Dizem que a família não se escolhe... É verdade. Se se pudesse escolher, ela não estaria a 400 kms de distância, mas sim mesmo aqui ao lado. Porque ela, não nos conhecendo de lado nenhum, fez o teu pai aproximar-se mais da família que emigrou para Lisboa, e isso é algo de louvar e que, para mim, significou muito. Isso entre outras inúmeras coisas... Adiante.
Beatriz, ficámos a saber naquela noite, era o nome que te tinham decidido dar. Três semanas depois de nasceres, fiz o meu pai (o que ele já passou comigo, coitado, realmente...) levar-me a ver-te. Fiquei praticamente quinze dias a dar cabo da paciência ao teu pai e à tua mãe. Vi-te, pequenina, nunca na vida tinha pegado num bebé tão pequeno, dei-te banho, mudei-te a fralda, adormeci-te... Apaixonei-me por ti ainda tu quase não tinhas aberto os olhos (e tens uns olhos azuis tão bonitos...). Convidaram-me para tua madrinha e eu, mesmo não acreditando em Deus nem nada dessas coisas, fiz uma promessa no teu baptizado, promessa essa que tenciono cumprir, nem que me mate toda para o fazer.
Nestes três anos, alegraste a minha vida muitas e muitas vezes, Beatriz. E ao longo da tua vida, alegrarás muitas mais com certeza. Mesmo estando a 400 kms de distância. :)

Saturday, November 29

(Algumas) Coisas que não me hei-de esquecer, por mais anos que viva

- Quando, ao fim de seis meses de espera e de o meu irmão me ter prometido que me levava, recebi um e-mail a anunciar o concerto que os Dream Theater iam dar em Portugal, a 20 de Junho de 2007, no Coliseu do Porto;
- O dito concerto e o momento em que, cá de cima, vi o John Petrucci entrar em palco;
- Quando fui fazer a minha primeira tatuagem, a 18 de Out. de 2007, e o tatuador me disse "Vou só fazer um traço para veres como é." e fez e eu fiquei naquela "WTF? É só isto? Então pode fazer o resto." e, cinco minutos mais tarde, vi o desenho que ficou perto do meu pulso esquerdo, para sempre;
- Quando eu e a Diana cantámos para a TVI, para aquele programa ranhoso do "Casamento de Sonho";
- O jogo Sporting-Newcastle, em que estivemos a perder por 1-0 até aos 72 min e, por volta dos 80min, o Beto marca aquele golo, num livre à entrada da área, que nos garantia a passagem às meias-finais (e que fez com que o meu irmão até me pegasse ao colo e tudo!);
- Quando ia a descer as escadas da casa da família da Diana, em Peredo, e, estando já nos dois últimos degraus, disse "Porra, papagaio!" (private joke) e me espalhei escadas abaixo e torci o pé esquerdo e doeu-me como o raio;
- Quando fui ver o "Charlie and The Chocolate's Factory" ao cinema com uma das minhas primas da Suécia e o namorado, o meu irmão, o melhor amigo dele e a namorada e, lá numa das cenas em que mostram a casa do Charlie Pipa, o meu irmão se virar para o Bruno e dizer "Meu, parece a tua casa." e eles partirem-se a rir os dois, descontroladamente;
- A primeira vez que consegui tocar o "Für Elise" do Beethoven do príncipio ao fim, sem me enganar numa única nota;
- O golo fabuloso do Caneira contra o Inter, na Champions, na baliza mesmo a minha frente;
- As noites de snooker no Algarve, com a Luna;
- Quando, ao ver pela milionésima vez um episódio do CSI: Las Vegas (série favorita), pensei "Epá, é mesmo isto!" e decidi que queria ser criminalista;
- A primeira vez que andei de avião, aos 9 anos;
- A série "Friends", da qual vi TODOS os episódios, sem excepção;
- O primeiro beijo (infelizmente, porque toda a situação foi tão rídicula, que mais valia esquecer);
- O quão aliviada me senti depois de sair do exame de Matemática do 12ºano;
- O jogo Sporting-Manchester United, visto em Alvalade, e o momento em que o Cristiano Ronaldo marcou o golo que viria a ditar a nossa derrota e pediu desculpa;
- A primeira noite no Bairro Alto;
- O primeiro shot triplo de tequilla, bebido de penalty, com o Nuno e a Laura no Hennessy's, no Cais de Sodré;
- Quando, naquela aula de Biologia no Laboratório, o Carlos me disse "Tens ar de gostar disto, ouve lá..." e me mostrou "A Little Piece of Heaven" dos Avenged;
- A noite de 2 para 3 de Agosto de 2008, naquela varanda, e o nascer do sol do dia 3;
- Quando vi o "Lord of the Rings - The Fellowship of the Ring" pela primeira vez;
- Quando, aos quatro anos, levei com uma bola de futebol nas costas no recreio e cai para a frente (já na altura era magrinha) e abri o queixo (e fiquei com uma cicatriz LINDA! :S);
- Quando o David (a.K.a
Morning Theft) cantou a "All These Things That I've Done" dos Killers, em acústico, a menos de três metros de mim, num cafézinho minúsculo lá para Santa Apolónia ou lá o que era;
- No jantar dos meus 17 anos, quando o empregado do restaurante me pôs à frente um bolo de aniversário, onde o desenho era o Miguel Veloso (sim, o do Sporting!) vestido de Noddy e o meu irmão me disse "Aha, agora já podes dizer que comeste o Miguel Veloso!";
- O momento em que os Muse tocaram a "Starlight", naquele concerto perfeito no Campo Pequeno;
- A música do genérico do "Dragon Ball GT" ('GT, Dragon Ball GT guerreiro, herói, serás sempre o primeirooooo...');
- O momento em que, no SBSR deste ano, o Synyster Gates disse 'Obrigado' e eu ia a gritar, como as outras histéricas todas que lá estavam, e não consegui;
- A vista do topo do Elevador de Santa Justa e a liberdade que senti quando lá estive, este Verão;
- A letra e a versão acústica da música "Lado Lunar" do Rui Veloso;
- O sabor de uns Chupa-Chupas que havia na cantina da minha escola quando eu andava no 2ºano e que se chamavam "Arco-Íris";
- Quando, mesmo apesar de já saber que eles se iam separar, o meu pai veio falar comigo antes de sair de casa;
- Aquela manhã (aliás, esse dia inteiro) em que o meu irmão me veio acordar e disse que a minha avó tinha ido para o hospital;
- O Sporting-Benfica da Taça de Portugal no ano passado, em que ao intervalo estávamos a perder por 0-2 (e perguntei ao meu pai se podíamos ir para casa) e acabámos por ganhar, 5-2 ou 5-3;
- Os jogos de Pictionary em casa do Gonçalo, comigo a desenhar uma cela de uma prisão e ele começa a tentar adivinhar: "Quadrado. Tijolo. Azulejo. Xaaaaadrez!" (juro que isto ao vivo teve mesmo muita piada);
- O dia 26 de Agosto de 2008;
- Os últimos três minutos da música "I Won't See You Tonight Part I" dos Avenged Sevenfold;
- A primeira vez que ouvi The Allstar Project, sentadinha nos mesmos degraus donde me viria a espalhar dias mais tarde, cheia de frio apesar de ser fins de Julho/princípios de Agosto, e pensei "Epá, estes gajos não existem...";
- A guitarra do Synyster Gates na "Strenght of the World";
- ...

Tuesday, May 6

<3 - Parte III

Dream Theater. Este nome, diz-vos alguma coisa? Não?
Tentemos outro. Iron Maiden. Does it ring any bells? No?
Yet another... Dave Matthews Band?
Tool? Alice in Chains?
Ainda não?
Pearl Jam? Radiohead?
Epá... tá dificil! Led Zeppelin?
Pronto, este vai fazer soar qualquer coisa dentro das vossas cabecinhas, de certeza.


Queen.


Ah. Bem me parecia!

Todas as bandas que agora mencionei, foram-me introduzidas por aquela pessoa que, ainda hoje, é o meu conceito de 'gosto musical' quase perfeito. 'Ah e tal, ouve isto...' ou 'Epá, ninguém toca baixo como o Steve Harris...', entre outras, são frases que me habituei a ouvir ao longo dos anos. Ao príncipio, devido à idade que tinha, não ligava. Depois comecei a prestar mais atenção e dei por mim a pensar 'Epá, não é que, afinal, ele tem MESMO razão?' :)
É muito por culpa dele que tenho o gosto musical que tenho hoje. É por culpa dele (quer dizer, 50%) que estou mortinha por ir ao SuperBock SuperRock.
E ainda bem que me 'ensinaste' e me fizeste aquela tão merecida 'lavagem ao cérebro'! Senão, ainda hoje estaria a ouvir Rihanna's e afins e talvez, talvez gostasse de Tokio Hotel! (Oh meu Deus, só de pensar nisto como uma possibilidade dão-me vómitos!)


Love Ya, bro!





Monday, October 15

A Grande Teoria (finalmente!)

Antes de mais, as minhas desculpas. No sábado a noite, o meu computador entregou a sua muito querida alma ao Criador e agora nao há nada para ninguém. Ora, explicações feitas, vamos então à minha teoria.
Ora, eu tenho um primo. Aliás, até tenho uma data deles, mas pronto. Tenho um primo. Esse primo, sendo ainda (e, na minha opinião sempre será) uma criança, tem a mania que pode mandar em mim e que eu tenho medo dele. Ora, meus caros, o puto tem oito ou nove anos. Eu tenho DEZASSETE! O pirralho tem para aí, metro e meio, se tanto; eu tenho mais de um metro e setenta e uma grande dose de mau feitio! Sinceramente... Não há pachorra. Alguém terá de ensinar ao rapaz o que é ter um bocadinho de respeito e boa educação. Felizmente, a mim ensinaram me isso. Só me dá vontade de aplicar uma "terapia de choque" ao miúdo. Pode ser meu primo, mas é irritante como tudo.
Ora, eu tenho outro primo. Esse, que tem qualquer coisa como a minha idade, ou um pouco menos, foi obrigado pela mãezinha a ligar me no meu aniversário, há coisa de duas semanas. Vou reproduzir a conversa aqui, de modo a elucidar melhor os leitores:
Ele: Parabéns
Eu: Obrigada
Ele: Então e quantos anos é que fazes?
Eu: Dezassete.
Ele: JÁ????????????????????
Eu: Pois...
Ele: Então e tás em que ano?
Eu: 12º
Ele: JÁ?????????????????????
Eu: É...
Como não quero afugentar toda a gente ainda tão no início deste meu novo desafio, fico-me por aqui. Mas posso adiantar que o resto da conversa manteve a mesma linha de interesse e de exclamações exageradas... Por estas e por outras, sendo as outras muito relatos de pessoas conhecidas sobre primos que apresentam um grau semelhante de parvoíce e que despertam uma falta de interesse e de pachorra equivalente, ou maior ainda, termino com a já célebre citação: "Todos nós temos um primo deficiente."
Eu, até ver, já tenho dois.