Aqui já há montes de tempo, li um artigo na Sábado em que a revista desafiava cinco personalidades a colocarem coisas dentro de uma caixa, tal como o Andy Warhol fazia (tinha como costume guardar a sua vida em caixas).
Ora, este domingo encontrei finalmente uma caixa que cabia perfeitamente nas medidas que tinha traçado, para pôr algumas coisas que quero guardar, que me lembram de momentos marcantes da minha vida (tão engraçadinha que ela é, às bolinhas cor-de-rosa). Ao arrumar a caixa, pensei "E se eu tivesse, hipoteticamente, de ir para o fim do mundo e só pudesse levar uma caixa, o que é punha lá dentro?"
- Os bilhetes dos concertos a que já fui, dos filmes que vi no cinema, de peças de teatro e jogos de futebol;
- As fotografias que tenho na parede do meu quarto e a fotografia minha e do meu irmão, que a minha mãe nos tirou quando fiz 15 anos;
- A moldura verde que me deram no Natal onde pus uma fotografia das férias de Verão, lá no café da santa terrinha;
- As minhas t-shirts de Nightmare Before Christmas, Editors, Rhizome, Dream Theater, Metallica e Avenged Sevenfold;
- A minha (pequena) colecção de All Stars;
- Uma máquina fotográfica;
- Uma lapiseira e um bloco de notas;
- O DVD autografado pelo David Fonseca e as séries do CSI;
- A tela que a D. me ofereceu com o símbolo dos Dream Theater, pintado por ela;
- Um pacote de M&M's de chocolate e outro de Chiclets 2Ice,
- O meu querido leitor de mp3, com a minha música;
E pronto. Já não cabia mais nada, penso eu. Se coubesse, punha lá também o Synyster Gates e a sua linda guitarra. E lá, na ilhazinha deserta, ele ia tocar a I Won't See You Tonight e a Strenght of the World só para mim... Ai, ai. :)
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Thursday, January 22
Monday, November 24
Friendship
"If I turn into another, dig me up from under what is covering the better part of me."
Incubus - 'Dig' - Light Grenades - 2006
Se aqui há quatro anos, quando me comecei a tornar numa anti-social de primeira apanha, que não fala com ninguém, detesta gente com a mania e não consegue sorrir só 'porque sim' e 'porque fica bem', me dissessem que o meu círculo de amigos mais próximos seria o que é hoje, eu começava-me a rir. Sério. Vejamos:
A minha melhor amiga e confidente e tudo o mais é da minha idade. Já a conheço, ainda que só de vista, desde os meus 4, 5 anos. No sétimo ano andámos à estalada e ao pontapé (ainda que ela não se lembre) e eu detestava-a. Agora, venham me cá perguntar se eu consigo sequer imaginar estar sem ela... Não, não consigo. Eu sei que já disse aqui, várias vezes, que detesto Emos. Ora, foi ela que me impediu de me tornar numa Emo, tinha eu 15 anos e um vazio ainda maior na cabeça do que tenho agora. E se sou assim, hoje, um bocado GIGANTE é devido a ela.
Uma das minhas melhores amigas tem 32 anos, é casada e tem um filho com cinco. Diferença de idades de 15 anos? Quase que não se nota, garanto-vos. Trabalho com ela todos os dias, de manhã à noite e mesmo quando, no Verão, deixámos de trabalhar juntas, não havia fim-de-semana que não almoçássemos as duas. É ela que me puxa de volta à Terra quando me ponho a sonhar alto demais (coisa que acontece muito frequentemente) e é ela que atura o meu mau (péssimo, terrível, insuportável) feitio todos os dias, todo o santo dia. Gabo-lhe a paciência.
Outra das minhas melhores amigas vive na Holanda, a 2000 e tal kms de distância de mim. Vi-a uma vez, este Verão. Há semanas que não falamos, mas isso não afecta nada a nossa proximidade (nunca afectou).
Por fim, tenho uma rapariga que mora no mesmo andar que eu, no mesmo prédio que eu, a nove degraus de distância. :)
Fora os meus "quatro elementos" essenciais, tenho mais meia dúzia de pessoas em quem confio plenamente para me darem um par de estalos e gritarem-me "Acorda!!!" quando for preciso, quando eu me armo em parva, quando tento ser algo que não sou só para me integrar (que já aconteceu), quando me apetece chegar ali à Expo e mandar-me da Vasco da Gama abaixo, quando não quero sair e me arrastam. Que me apoiam em tudo, ainda que achem que eu estou a cometer a maior parvoíce do mundo (por ex. faculdade). Que quando eu caio (e caio muitas vezes) e me espatifo toda, juntam-se e colam os meus bocadinhos todos back in place, para que me possa levantar outra vez.
Das pessoas que eu julgava serem importantes para mim há dois, três anos atrás, há para aí três que se mantêm. Custou-me a aceitar isso? Custou. Imenso. Horrores. Preocupo-me com isso agora? Not even a tiny little bit... Estou optimamente bem com as pessoas de quem mais gosto, sejam amizades recentes ou antigas ou apenas 'conhecidos', e às outras já não lhes dou a importância que dava. E isso chega-me. :)
(Anda-me a dar para vir para aqui filosofar sobre estas coisas que não interessam a ninguém. E para pôr partes de letras de músicas antes dos textos também. Enfim...)
Incubus - 'Dig' - Light Grenades - 2006
Se aqui há quatro anos, quando me comecei a tornar numa anti-social de primeira apanha, que não fala com ninguém, detesta gente com a mania e não consegue sorrir só 'porque sim' e 'porque fica bem', me dissessem que o meu círculo de amigos mais próximos seria o que é hoje, eu começava-me a rir. Sério. Vejamos:
A minha melhor amiga e confidente e tudo o mais é da minha idade. Já a conheço, ainda que só de vista, desde os meus 4, 5 anos. No sétimo ano andámos à estalada e ao pontapé (ainda que ela não se lembre) e eu detestava-a. Agora, venham me cá perguntar se eu consigo sequer imaginar estar sem ela... Não, não consigo. Eu sei que já disse aqui, várias vezes, que detesto Emos. Ora, foi ela que me impediu de me tornar numa Emo, tinha eu 15 anos e um vazio ainda maior na cabeça do que tenho agora. E se sou assim, hoje, um bocado GIGANTE é devido a ela.
Uma das minhas melhores amigas tem 32 anos, é casada e tem um filho com cinco. Diferença de idades de 15 anos? Quase que não se nota, garanto-vos. Trabalho com ela todos os dias, de manhã à noite e mesmo quando, no Verão, deixámos de trabalhar juntas, não havia fim-de-semana que não almoçássemos as duas. É ela que me puxa de volta à Terra quando me ponho a sonhar alto demais (coisa que acontece muito frequentemente) e é ela que atura o meu mau (péssimo, terrível, insuportável) feitio todos os dias, todo o santo dia. Gabo-lhe a paciência.
Outra das minhas melhores amigas vive na Holanda, a 2000 e tal kms de distância de mim. Vi-a uma vez, este Verão. Há semanas que não falamos, mas isso não afecta nada a nossa proximidade (nunca afectou).
Por fim, tenho uma rapariga que mora no mesmo andar que eu, no mesmo prédio que eu, a nove degraus de distância. :)
Fora os meus "quatro elementos" essenciais, tenho mais meia dúzia de pessoas em quem confio plenamente para me darem um par de estalos e gritarem-me "Acorda!!!" quando for preciso, quando eu me armo em parva, quando tento ser algo que não sou só para me integrar (que já aconteceu), quando me apetece chegar ali à Expo e mandar-me da Vasco da Gama abaixo, quando não quero sair e me arrastam. Que me apoiam em tudo, ainda que achem que eu estou a cometer a maior parvoíce do mundo (por ex. faculdade). Que quando eu caio (e caio muitas vezes) e me espatifo toda, juntam-se e colam os meus bocadinhos todos back in place, para que me possa levantar outra vez.
Das pessoas que eu julgava serem importantes para mim há dois, três anos atrás, há para aí três que se mantêm. Custou-me a aceitar isso? Custou. Imenso. Horrores. Preocupo-me com isso agora? Not even a tiny little bit... Estou optimamente bem com as pessoas de quem mais gosto, sejam amizades recentes ou antigas ou apenas 'conhecidos', e às outras já não lhes dou a importância que dava. E isso chega-me. :)
(Anda-me a dar para vir para aqui filosofar sobre estas coisas que não interessam a ninguém. E para pôr partes de letras de músicas antes dos textos também. Enfim...)
Friday, November 21
Memória
"She said - Don't, don't let it go to your head (...)"
Taking Back Sunday - "You're So Last Summer" - Tell All Your Friends - 2002
No ano passado, apesar de estar no agrupamento de Ciências e Tecnologias e só os de Ciências Sociais e Humanas terem a disciplina de Psicologia, consegui ir assistir a algumas aulas, já que o horário era compatível. Um dos conceitos que me lembro melhor de explorar foi a Memória, algo que sempre me despertou, e ainda desperta, imensa curiosidade. Ora, a Memória pode ser dividida em três vertentes: sensorial, a curto prazo e a longo prazo. A Memória sensorial dura entre 200 e 500 milisegundos e, após este tempo, o objecto é completamente esquecido. A Memória a curto prazo dura algumas horas e deixa certos traços ao fim desse tempo. Por fim, a Memória a longo prazo pode durar meses, anos e/ou até uma vida inteira.
Poderão não ser estas as definições exactas uma vez que já não me lembro precisamente do que se falou nessa aula mas deverá ser algo muito semelhante a isto.
Eu tenho (modéstia à parte) uma memória espectacular. E odeio isso. É uma das causas para, por vezes, ser tão antipática e arrogante com determinadas pessoas. "Ah e tal, isso já foi há tanto tempo, ainda te lembras disso?". Lembro pois. Quem me dera a mim não lembrar...
Aqui há uns anos, andava eu no 9º ano, tinha um grupo de três amigas com quem passava a maior parte do tempo fora das aulas. Almoçávamos quase sempre juntas, passávamos horas à conversa. Lembro-me, tão bem como se fosse hoje, que foi nessa altura também que decidimos comprar um maço de Marlboro, só para experimentar (e foi mesmo só experimentar, pelo menos para mim e para mais uma delas). Coisas de adolescentes parvas de 14 anos. Ora, o 9º terminou e terminou também um ciclo e uma delas resolveu mudar de escola. Resumindo a história, é claro que nos afastámos e, na altura, preferimos culpá-la por esse afastamento e não tivémos noção que também tinhamos contribuído um pouco para isso, embora ela não mostrasse interesse por manter a amizade. A mais revoltada com o afastamento (pelo menos, a que demonstrou mais a revolta) fui eu e ao fim de quase um ano lectivo de discussões e mais discussões, tivemos o 'embate final'. Encontrámo-nos por acaso no Rainha D. Leonor, sem trocar uma palavra, e no dia seguinte, ela veio-me provocar. Queria arranjar confusão, queria que eu lhe respondesse aos insultos para que desse pancadaria.
Não sei como, consegui manter o nível (sou muito impulsiva nestas alturas e falo antes de pensar mas dessa vez consegui conter-me). Graças à minha memória espectacular, lembro-me perfeitamente de tudo o que ela me disse, cada insulto, cada provocação. Lembro-me que tremia por todos os cantos e que chorei, chorei, chorei que me fartei (e que a Luna esteve lá para mim, como sempre).
Passaram-se três, quatro anos e eu continuo a lembrar-me disso como se fosse hoje. No Natal passado, encontrei-a na rua, por acaso. Veio-me falar como se nada se passasse. "Ah, e tal tudo bem? Nunca mais disseste nada, temos de pôr a conversa em dia."
Consegui apagar da minha memória os nossos momentos a quatro, daquele 9ºano deprimente. Mas não consegui apagar tudo aquilo que ela me disse naquele dia, por isso pus o meu melhor sorriso das segundas-feiras e encolhi os ombros. Prefiro continuar a ser a anti-social (que assumidamente sou) do que dar-me com pessoas destas.
Assim como preferia que, em certas ocasiões, a minha memória fosse um bocadinho menos espectacular e que eu conseguisse esquecer algumas coisas... Era muito mais feliz, de certeza.
Taking Back Sunday - "You're So Last Summer" - Tell All Your Friends - 2002
No ano passado, apesar de estar no agrupamento de Ciências e Tecnologias e só os de Ciências Sociais e Humanas terem a disciplina de Psicologia, consegui ir assistir a algumas aulas, já que o horário era compatível. Um dos conceitos que me lembro melhor de explorar foi a Memória, algo que sempre me despertou, e ainda desperta, imensa curiosidade. Ora, a Memória pode ser dividida em três vertentes: sensorial, a curto prazo e a longo prazo. A Memória sensorial dura entre 200 e 500 milisegundos e, após este tempo, o objecto é completamente esquecido. A Memória a curto prazo dura algumas horas e deixa certos traços ao fim desse tempo. Por fim, a Memória a longo prazo pode durar meses, anos e/ou até uma vida inteira.
Poderão não ser estas as definições exactas uma vez que já não me lembro precisamente do que se falou nessa aula mas deverá ser algo muito semelhante a isto.
Eu tenho (modéstia à parte) uma memória espectacular. E odeio isso. É uma das causas para, por vezes, ser tão antipática e arrogante com determinadas pessoas. "Ah e tal, isso já foi há tanto tempo, ainda te lembras disso?". Lembro pois. Quem me dera a mim não lembrar...
Aqui há uns anos, andava eu no 9º ano, tinha um grupo de três amigas com quem passava a maior parte do tempo fora das aulas. Almoçávamos quase sempre juntas, passávamos horas à conversa. Lembro-me, tão bem como se fosse hoje, que foi nessa altura também que decidimos comprar um maço de Marlboro, só para experimentar (e foi mesmo só experimentar, pelo menos para mim e para mais uma delas). Coisas de adolescentes parvas de 14 anos. Ora, o 9º terminou e terminou também um ciclo e uma delas resolveu mudar de escola. Resumindo a história, é claro que nos afastámos e, na altura, preferimos culpá-la por esse afastamento e não tivémos noção que também tinhamos contribuído um pouco para isso, embora ela não mostrasse interesse por manter a amizade. A mais revoltada com o afastamento (pelo menos, a que demonstrou mais a revolta) fui eu e ao fim de quase um ano lectivo de discussões e mais discussões, tivemos o 'embate final'. Encontrámo-nos por acaso no Rainha D. Leonor, sem trocar uma palavra, e no dia seguinte, ela veio-me provocar. Queria arranjar confusão, queria que eu lhe respondesse aos insultos para que desse pancadaria.
Não sei como, consegui manter o nível (sou muito impulsiva nestas alturas e falo antes de pensar mas dessa vez consegui conter-me). Graças à minha memória espectacular, lembro-me perfeitamente de tudo o que ela me disse, cada insulto, cada provocação. Lembro-me que tremia por todos os cantos e que chorei, chorei, chorei que me fartei (e que a Luna esteve lá para mim, como sempre).
Passaram-se três, quatro anos e eu continuo a lembrar-me disso como se fosse hoje. No Natal passado, encontrei-a na rua, por acaso. Veio-me falar como se nada se passasse. "Ah, e tal tudo bem? Nunca mais disseste nada, temos de pôr a conversa em dia."
Consegui apagar da minha memória os nossos momentos a quatro, daquele 9ºano deprimente. Mas não consegui apagar tudo aquilo que ela me disse naquele dia, por isso pus o meu melhor sorriso das segundas-feiras e encolhi os ombros. Prefiro continuar a ser a anti-social (que assumidamente sou) do que dar-me com pessoas destas.
Assim como preferia que, em certas ocasiões, a minha memória fosse um bocadinho menos espectacular e que eu conseguisse esquecer algumas coisas... Era muito mais feliz, de certeza.
Wednesday, October 8
Emos.
Ao terceiro dia de trabalho, lá fui eu com a t-shirt de farda roxa (que me fica um mimo, deixem-me que vos diga... ou não!). Mas de manhã, como é costume, estava um bocadinho ensonada e só depois é que dei conta da figurinha em que saí de casa: calças cinzentas escuras justas e t-shirt roxa.
Ora ME-DO!
Porquê? Porque se há gente que me faz alergia são os Emos e, por muito que me custe admitir, tenho de reconhecer que hoje andei o dia todo a atender gente com aspecto Emo (vómito, arrepio, lágrimas).
Para começar, que raio de coisa é essa? Emos? Se me vierem falar de punks e metaleiros, ok, tudo bem, mas agora emos? Gente que diz que houve bandas todas hardcore e heavy mas depois uma pessoa diz um nome tipo, sei lá, Glassjaw (que eu conheço apenas de nome, não aprecio o género) ou Black Sabbath e ficam a olhar feitos parvos ou então dizem "Ah, eu gosto de Simple Plan e My Chemical Romance". Isto quando não vão ao extremo de dizer que gostam de Tokio Hotel (outra coisa que me dá nervos e só me apetece mandá-los para o espaço) ou que afinal de heavy só conhecem Metallica (e o 'Nothing Else Matters').
Não me interpretem mal, eu até também oiço Simple Plan e My Chemical Romance para aí uma vez em cada década. E posso não ouvir tudo o que é Metal (apesar de gostar e MUITO) e detestar músicas com gritaria, tirando raras excepções, mas ao menos tenho noções dos muitos géneros de música que existem e que são, para mim, um grande exagero.
E o Emo é uma coisa completamente idiota e overrated. Não é um estilo de música mas sim um estilo de roupa e postura, copiado à descarada dos outros estilos, numa mistura ranhosa de gótico, metal, punk e mais uns pós do resto. É cool dizer que estamos deprimidos, e que o mundo inteiro nos odeia e que só queremos é morrer e matar-nos e quea nossa vida é uma merda e blábláblá, whiskas saquetas (Tenham paciência!). É cool usar roupa escura e coisas com caveiras e pulseiras de cabedal e correntes e unhas pretas e maquilhagem carregada e cabelo preto (que a mim, que tenho o cabelo naturalmente preto, me irrita bastante!) porque isso faz com que os outros nos estereotipem e o Emo comece a ser falado e se torne naquele fénomeno rídiculo que é hoje. Porque só estraga a imagem própria dos outros estilos por ser uma imitação barata e mal feita.
Sim, eu adoro correntes e coisas de cabedal e adoro roupa escura. Mas porquê? Porque gosto simplesmente. Porque os meus 'role models' tem uma imagem parecida. Porque, apesar de tudo, consegui criar o meu estilo próprio. E sei que, por exemplo, os All Star hão de sair de moda (como já estão a sair e como acontece com tudo) mas eu hei de usá-los sempre, porque adoro.
Não ando desta maneira porque as minhas amigas todas andam (porque não andam, nem nada parecido, tenho amigas muito 'normais'... hehehe) ou porque 'está na moda' ou porque toda a gente olha para mim se andar assim. As pessoas que são assim, irritam me sobremaneira.
E os Emos são assim. E eu detesto Emos e detesto que me comparem com eles.
Por isso, não vou voltar a vestir roxo com cinzento escuro (ou preto...). :)
Ora ME-DO!
Porquê? Porque se há gente que me faz alergia são os Emos e, por muito que me custe admitir, tenho de reconhecer que hoje andei o dia todo a atender gente com aspecto Emo (vómito, arrepio, lágrimas).
Para começar, que raio de coisa é essa? Emos? Se me vierem falar de punks e metaleiros, ok, tudo bem, mas agora emos? Gente que diz que houve bandas todas hardcore e heavy mas depois uma pessoa diz um nome tipo, sei lá, Glassjaw (que eu conheço apenas de nome, não aprecio o género) ou Black Sabbath e ficam a olhar feitos parvos ou então dizem "Ah, eu gosto de Simple Plan e My Chemical Romance". Isto quando não vão ao extremo de dizer que gostam de Tokio Hotel (outra coisa que me dá nervos e só me apetece mandá-los para o espaço) ou que afinal de heavy só conhecem Metallica (e o 'Nothing Else Matters').
Não me interpretem mal, eu até também oiço Simple Plan e My Chemical Romance para aí uma vez em cada década. E posso não ouvir tudo o que é Metal (apesar de gostar e MUITO) e detestar músicas com gritaria, tirando raras excepções, mas ao menos tenho noções dos muitos géneros de música que existem e que são, para mim, um grande exagero.
E o Emo é uma coisa completamente idiota e overrated. Não é um estilo de música mas sim um estilo de roupa e postura, copiado à descarada dos outros estilos, numa mistura ranhosa de gótico, metal, punk e mais uns pós do resto. É cool dizer que estamos deprimidos, e que o mundo inteiro nos odeia e que só queremos é morrer e matar-nos e quea nossa vida é uma merda e blábláblá, whiskas saquetas (Tenham paciência!). É cool usar roupa escura e coisas com caveiras e pulseiras de cabedal e correntes e unhas pretas e maquilhagem carregada e cabelo preto (que a mim, que tenho o cabelo naturalmente preto, me irrita bastante!) porque isso faz com que os outros nos estereotipem e o Emo comece a ser falado e se torne naquele fénomeno rídiculo que é hoje. Porque só estraga a imagem própria dos outros estilos por ser uma imitação barata e mal feita.
Sim, eu adoro correntes e coisas de cabedal e adoro roupa escura. Mas porquê? Porque gosto simplesmente. Porque os meus 'role models' tem uma imagem parecida. Porque, apesar de tudo, consegui criar o meu estilo próprio. E sei que, por exemplo, os All Star hão de sair de moda (como já estão a sair e como acontece com tudo) mas eu hei de usá-los sempre, porque adoro.
Não ando desta maneira porque as minhas amigas todas andam (porque não andam, nem nada parecido, tenho amigas muito 'normais'... hehehe) ou porque 'está na moda' ou porque toda a gente olha para mim se andar assim. As pessoas que são assim, irritam me sobremaneira.
E os Emos são assim. E eu detesto Emos e detesto que me comparem com eles.
Por isso, não vou voltar a vestir roxo com cinzento escuro (ou preto...). :)
Saturday, June 14
É o Destino!
(AVISO: Acho que isto é mais uma das minhas teorias parvas...!)
Nunca fui muito destas coisas mas ontem, em conversa com uma amiga, veio-me esta ideia à cabeça e, quanto mais penso nela, mais sentido ela faz.
Acho que estou destinada a viver com um músico. Um gajo que tenha uma banda. Que cante. Que toque guitarra, baixo, bateria, piano, whatever... Que eu possa chegar a casa, depois de um dia daqueles em que só apetece desaparecer, e que ele me toque uma música qualquer que me anime. Que eu possa assistir aos concertos da banda dele e dizer 'Aquele é o meu namorado!' com muito orgulho e admiração. Que seja um misto de Synyster Gates, John Petrucci, Matt Tuck, Dan Layus e M. Shadows.
Claro que isto é tudo uma grande aspiração. Se arranjar um que ature o meu gosto musical (e que me ature a mim, já agora, que é o mais díficil), o resto vem por acréscimo...
Mas que é o Destino, lá isso acho que sim. E cada vez que vou a um concerto, seja do que for, fico com essa sensação.
(Eu avisei que vinha aí uma teoria parva...!)
Nunca fui muito destas coisas mas ontem, em conversa com uma amiga, veio-me esta ideia à cabeça e, quanto mais penso nela, mais sentido ela faz.
Acho que estou destinada a viver com um músico. Um gajo que tenha uma banda. Que cante. Que toque guitarra, baixo, bateria, piano, whatever... Que eu possa chegar a casa, depois de um dia daqueles em que só apetece desaparecer, e que ele me toque uma música qualquer que me anime. Que eu possa assistir aos concertos da banda dele e dizer 'Aquele é o meu namorado!' com muito orgulho e admiração. Que seja um misto de Synyster Gates, John Petrucci, Matt Tuck, Dan Layus e M. Shadows.
Claro que isto é tudo uma grande aspiração. Se arranjar um que ature o meu gosto musical (e que me ature a mim, já agora, que é o mais díficil), o resto vem por acréscimo...
Mas que é o Destino, lá isso acho que sim. E cada vez que vou a um concerto, seja do que for, fico com essa sensação.
(Eu avisei que vinha aí uma teoria parva...!)
Monday, October 15
A Grande Teoria (finalmente!)
Antes de mais, as minhas desculpas. No sábado a noite, o meu computador entregou a sua muito querida alma ao Criador e agora nao há nada para ninguém. Ora, explicações feitas, vamos então à minha teoria.
Ora, eu tenho um primo. Aliás, até tenho uma data deles, mas pronto. Tenho um primo. Esse primo, sendo ainda (e, na minha opinião sempre será) uma criança, tem a mania que pode mandar em mim e que eu tenho medo dele. Ora, meus caros, o puto tem oito ou nove anos. Eu tenho DEZASSETE! O pirralho tem para aí, metro e meio, se tanto; eu tenho mais de um metro e setenta e uma grande dose de mau feitio! Sinceramente... Não há pachorra. Alguém terá de ensinar ao rapaz o que é ter um bocadinho de respeito e boa educação. Felizmente, a mim ensinaram me isso. Só me dá vontade de aplicar uma "terapia de choque" ao miúdo. Pode ser meu primo, mas é irritante como tudo.
Ora, eu tenho outro primo. Esse, que tem qualquer coisa como a minha idade, ou um pouco menos, foi obrigado pela mãezinha a ligar me no meu aniversário, há coisa de duas semanas. Vou reproduzir a conversa aqui, de modo a elucidar melhor os leitores:
Ele: Parabéns
Eu: Obrigada
Ele: Então e quantos anos é que fazes?
Eu: Dezassete.
Ele: JÁ????????????????????
Eu: Pois...
Ele: Então e tás em que ano?
Eu: 12º
Ele: JÁ?????????????????????
Eu: É...
Como não quero afugentar toda a gente ainda tão no início deste meu novo desafio, fico-me por aqui. Mas posso adiantar que o resto da conversa manteve a mesma linha de interesse e de exclamações exageradas... Por estas e por outras, sendo as outras muito relatos de pessoas conhecidas sobre primos que apresentam um grau semelhante de parvoíce e que despertam uma falta de interesse e de pachorra equivalente, ou maior ainda, termino com a já célebre citação: "Todos nós temos um primo deficiente."
Eu, até ver, já tenho dois.
Ora, eu tenho um primo. Aliás, até tenho uma data deles, mas pronto. Tenho um primo. Esse primo, sendo ainda (e, na minha opinião sempre será) uma criança, tem a mania que pode mandar em mim e que eu tenho medo dele. Ora, meus caros, o puto tem oito ou nove anos. Eu tenho DEZASSETE! O pirralho tem para aí, metro e meio, se tanto; eu tenho mais de um metro e setenta e uma grande dose de mau feitio! Sinceramente... Não há pachorra. Alguém terá de ensinar ao rapaz o que é ter um bocadinho de respeito e boa educação. Felizmente, a mim ensinaram me isso. Só me dá vontade de aplicar uma "terapia de choque" ao miúdo. Pode ser meu primo, mas é irritante como tudo.
Ora, eu tenho outro primo. Esse, que tem qualquer coisa como a minha idade, ou um pouco menos, foi obrigado pela mãezinha a ligar me no meu aniversário, há coisa de duas semanas. Vou reproduzir a conversa aqui, de modo a elucidar melhor os leitores:
Ele: Parabéns
Eu: Obrigada
Ele: Então e quantos anos é que fazes?
Eu: Dezassete.
Ele: JÁ????????????????????
Eu: Pois...
Ele: Então e tás em que ano?
Eu: 12º
Ele: JÁ?????????????????????
Eu: É...
Como não quero afugentar toda a gente ainda tão no início deste meu novo desafio, fico-me por aqui. Mas posso adiantar que o resto da conversa manteve a mesma linha de interesse e de exclamações exageradas... Por estas e por outras, sendo as outras muito relatos de pessoas conhecidas sobre primos que apresentam um grau semelhante de parvoíce e que despertam uma falta de interesse e de pachorra equivalente, ou maior ainda, termino com a já célebre citação: "Todos nós temos um primo deficiente."
Eu, até ver, já tenho dois.
Friday, October 12
"Todos nós temos um Primo Deficiente" (a.k.a. O Início)
Primeiro Post! Este é aquele momento em que a única coisa que me passa pela cabeça é "Mas que raio estou eu aqui a fazer?". Há sensivelmente um ano e picos que leio blogues regularmente, desde a criação de The Live Parrot, o blog da autoria do meu irmão e mais uns amigos. Hoje deu-me para aqui. "Ah e tal, podia criar um blog..."
O primeiro tópico que me vem a cabeça é uma frase dita por uma amiga, algures no Verão, e me que dá que pensar.
"Todos nós temos um primo deficiente." (Em que 'deficiente' toma o sentido de 'possa-que-o-raio-do-puto-enerva-pá!')
Epá e isto é uma grande verdade. Porquê? Isso fica para a próxima! :)
O primeiro tópico que me vem a cabeça é uma frase dita por uma amiga, algures no Verão, e me que dá que pensar.
"Todos nós temos um primo deficiente." (Em que 'deficiente' toma o sentido de 'possa-que-o-raio-do-puto-enerva-pá!')
Epá e isto é uma grande verdade. Porquê? Isso fica para a próxima! :)
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