Friday, December 31

Closed for Inventory #2

E trufas, assim se passou mais um ano. Não foi um ano maravilhoso mas foi sem dúvida, no geral, melhor que os dois anteriores. Foi o ano em que descobri o que era chumbar a uma disciplina (e descobri o que era chumbar com um 3 e chumbar com um 8 e devo-vos dizer que antes com o primeiro do que com o segundo). Foi o ano em que comprei o meu primeiro carro, em que apanhei a primeira bebedeira, em que entrei pela primeira vez numa discoteca, em que voltei a passar finalmente uns dias fora de Lisboa no Verão. Foi o ano em que vi por fim o David Fonseca (na primeira fila) e os Moonspell (em acústico) ao vivo. Foi o ano em que, novamente, o Sporting voltou a não ganhar nada. Foi o ano em que consolidei algumas amizades e fiz dois novos amigos (e quão importantes eles já são...). Foi o ano em que quase perdi a minha melhor amiga, sendo que tudo acabou por se resolver, felizmente. Foi o ano em que o meu mundo foi tomado de assalto pelos Kings of Leon, pelo John Mayer, pelo David Fonseca, pelos Avenged Sevenfold e pelos Moonspell e pela minha Tuna. Foi o ano em que perdi os Alice in Chains, os Pearl Jam, o Michael Bublé em concertos cá em Portugal. Foi o ano em que estudei e trabalhei que nem um burro, em que pintei o cabelo e trajei pela primeira vez. Foi o ano em que deixei oficialmente de ser teen e passei para os vintes (aí...). Foi o último ano em que vivi, provavelmente em definitivo, na mesma casa que o meu irmão. Foi o ano em que exorcizei, espero que para sempre, um sentimento que me perseguia já há dois. Foi o ano em que mais aprendi sobre fotografia, mais li e mais séries e filmes vi. Foi o ano em que me voltei a apaixonar, daquelas paixões que nos eleva trinta centímetros acima do chão e nos traz aqueles sorrisos estúpidos e o olhar meloso, e os abraços intermináveis e tudo e tudo e tudo.
Foi um bom ano. Que 2011 a ele se assemelhe, pelo menos nas partes boas. Para mim, já é suficiente.

Thursday, December 30

Hearts Burst Into Fire #9

Eles marcaram-me o ano por razões várias. E o Jared com o seu ar de miúdo-com-pinta-de-rebelde, cabelo despenteado e olhos claros... enfim. Espero vê-los em Portugal em 2011, a promover o Come Around Sundown.

(Toca baixo, toca piano, tem 'Michael' como primeiro nome... só vantagens, portanto.)

Wednesday, December 29

The End of Heartache

[Para a próxima, não pões a televisão na MTV Rocks durante a tarde, enquanto estudas. Assim não te arriscas a ouvir uma música que não conhecias, a pensar que é muito gira e a ficar a ver o vídeo até ao fim para descobrir de quem é. Assim, não levas o murro no peito que levaste quando prestaste atenção à letra e depois ficaste a saber os seus autores. É bem feita, para ver se aprendes.
Se aprendes a não pensar que já te começavas a sentir melhor, porque se uma simples música tem este efeito, as coisas não estão nem sequer perto de começar a ficar melhor.]
Só gostar de duas das sete cadeiras que tinha para fazer este semestre afigurava-se trágico quando chegasse a fase de estudar para os exames. Há três dias que tento combater, quase sem sucesso, a inércia e tento encontrar a vontade de estudar para o exame que vou ter na próxima segunda-feira (isto de marcarem exames para dia 3 de Janeiro é ridículo, mas nem sequer vou entrar por aí que não vale a pena).
Substâncias de Abuso I é o meu primeiro teste. Drogas, substâncias ilícitas, os seus mecanismos de acção, os seus efeitos e como detectá-las. Algo que não é muito do meu interesse e, nomeadamente as partes da matéria que estive a estudar hoje (e que têm as bonitas designações de Farmacocinética e Farmacodinâmica de Xenobióticos...) são das coisas que, desde que estou na faculdade, mais tempo passei a estudar sem perceber rigorosamente NADA daquilo que estou a ler. O que é sempre agradável e animador para quem tem exame segunda-feira.
(A minha cabeça está tão focada em exames e afins que até já sonho com a Cruella de Ville... ainda não sei se passei à prática desta cadeira ou não e já lá vão quase quase duas semanas. Tenho os nervos em franja por causa das notas e há praticamente uma semana que não consigo adormecer sem andar horas às voltas na cama! Vou dar em maluquinha com isto, está visto.)

Tuesday, December 28

"I am Jack's inflamed sense of rejection."

Dos que eu já vi com ele, e a par do Inglourious Basterds, é o melhor papel desempenhado pelo Brad Pitt. E tem a mais-valia de contar também com o Edward Norton e com a Helena Bonham-Carter, formando assim um trio de altíssima qualidade. Adoro, adoro, adoro! <3

Sunday, December 26

Dracula Family #14

[Lisboa - 05.09.2010]
Nota: É por registos como este que eu adoro fotografia e adoro a minha Lisboa. E é em parte por isto que a descrição do post abaixo, nomeadamente a parte de ver com a alma, me toca de uma forma praticamente inexplicável.

Saturday, December 25

Do Álvaro de Campos

O Fernando Pessoa era genial. Eu não gosto de poesia, não gosto de ler poesia nem tentar interpretá-la. É um tipo de leitura que me cansa e aborrece facilmente. Não tenho resistência para ler prolongadamente muito verso e muita rima. Mas a obra do Fernando Pessoa (ortónimo e do heterónimo Álvaro de Campos) fascina-me desde o primeiro contacto, andava eu no Secundário. Na altura, era-nos mostrado um pouco da poesia do ortónimo e cada um dos três principais heterónimos. Sendo que, em quarenta e sete anos de vida, o Pessoa construiu cerca de setenta e dois heterónimos, é fácil de se aperceber o quão ínfima é a parte da sua obra que se fica a conhecer.
Do pouco que conheço, mas que chegou para me fascinar e que faz com que há uns dias que ande agarrada a um calhamaço com o essencial de cada um dos heterónimos porque finalmente achei que era altura de dar um bocado de atenção a esta genialidade, o Álvaro de Campos é o que mais interesse me desperta. Primeiro, porque a inspiração de todos os outros, que era o Alberto Caeiro, pastor lá do interior, homem iletrado e sem grande cultura, para mim não passa de um pasmado e para pasmo já me basta a minha vidinha desinteressante, muito obrigada. Segundo, porque o Ricardo Reis, um dos alunos do mestre Caeiro, era um fraco. Sempre com medo de se deixar ir, sempre a sofrer com saudades da Lídia, sempre dramático e ler dramas não é o meu género. E depois, um dos outros alunos, o brutalíssimo Álvaro de Campos, engenheiro naval, refém do ópio e da bebida, grande viajante, tem uma vida e uma velocidade contagiantes que fazem com que leia trinta páginas de um poema sem métrica nem rima nenhuma e chegue ao fim ainda ser ter perdido o norte.
O Álvaro de Campos, para além de ter escrito o Opiário, que para mim é assim qualquer coisa de fantástico (e do qual tomei conhecimento graças aos Moonspell e ao meu amigo Gui que todas as santas aulas de Português do 12ºano me dizia "Tens de ouvir a Opium." vezes e vezes sem conta) descreve-se a ele próprio, nas suas "Notas para Recordação do Meu Mestre Caeiro" da seguinte forma:

"Não creio em nada senão na existência das minhas sensações; não tenho outra certeza, nem a do tal universo exterior que essas sensações me apresentam. Eu não vejo o universo exterior, eu não oiço o universo exterior, eu não palpo o universo exterior. Vejo as minhas impressões visuais; oiço as minhas impressões auditivas; palpo as minhas impressões tácteis. Não é com os olhos que vejo mas com a alma; não é com os ouvidos que oiço, mas com a alma; não é com a pele que palpo, é com a alma. E, se me perguntarem o que é a alma, respondo que sou eu."

Só esta descrição, para mim, é genialidade pura. E nem sequer vou entrar em pormenores em relação ao Opiário, porque senão ficava aqui o resto da noite... Só isto, genialidade e pura inspiração.
E é também por isso que acho triste com tanto bom escritor, andarem por aí a ler Margaridas Rebelos Pintos. Enfim!

Thursday, December 23

Darkly Dreaming Dexter

Aí, Dexter, Dexter, nem estou bem a acreditar que tive quase um aninho sem te pôr os olhos em cima... Depois da quarta série, como já disse aqui, tinha ficado com pouca vontade de ver como é que a tua vidinha ia continuar porque, sejamos sinceros, uma maldade daquelas não se faz. Mas para me aquecer o coraçãozinho nesta véspera da noite de Natal, não resisti a dar um olho ao primeiro episódio da quinta temporada (que entretanto já terminou, e lá para Setembro do próximo ano, se tudo correr bem, temos mais). E, como já suspeitava, do primeiro passei para o segundo, do segundo vou-me encaminhar para o terceiro e por aí fora, até o sono me vencer ou até chegar ao último. Já que, e para não variar, esta temporada é, até ver, tão boa ou melhor que as anteriores.
My dear, dear Dexter... As saudades que eu tinha tuas, homem!

Merry Christmas and a Happy New Year!


Desejo a todos os que estão cá dentro <3 um Feliz Natal e um Óptimo Ano Novo!
Envio-vos daqui um abracinho daqueles mesmo apertados (e vamos parar por aqui que não quero ficar mais lamechas nesta altura do ano).

Monday, December 20

"Jealousy, turning saints into the sea..."

A relação que existe entre as mulheres e o ciúme é algo muito complicado. Porque nós temos ciúmes, imensos ciúmes, e na maior parte das vezes, ciúmes parvos. Ciúmes incompreendidos pelo resto do mundo em geral e muitas vezes incompreendidos até por outras mulheres. E isto é coisa que, na minha ideia, vem com a idade. É do género faz-se dezoito anos, atinge-se a maioridade e é todo um novo mundo ciumento que se desdobra a nossa frente. Falo por mim.
Não há pior coisa do que ver alguém a 'fazer-se ao piso', a esticar o corpinho para aquilo que é nosso. Não estou a falar daqueles ciúmes doentios, que estragam qualquer relação (seja de amizade ou algo mais) que esses são inqualificáveis (e deveras mais complicados). Estou a falar daqueles ciúmes mais inofensivos, de algo ou de alguém, e que lá no fundo, só servem para magoar, quer seja a nós próprios que os sentimos sem forma de os controlar quer seja a quem nos rodeia e que os sofre na pele. E muitas vezes sofre de forma injusta e, vá, parva.
Eu sempre pensei que há medida que fosse ficando mais velha, ia deixar de me preocupar com insignificâncias e passar a dar atenção àquilo que realmente importa. Ou seja, ia crescer. Mas a verdade é que enquanto isso acontece para certos aspectos, para outros, como o caso dos ciúmes que nunca na vida tinha sentido até chegar aí aos dezoito anos, parece que uma pessoa regride e volta a sentir coisas e ter acções e/ou reacções próprias de crianças pequenas.
Isto irrita-me profundamente. Ter ciúmes (parvos, lá está) e o efeito que esses já tiveram no que me rodeia, irrita-me solenemente. Porque nunca fui de ter atitudes como algumas que já tive e detesto sentir-me assim.
(Isto porque detesto profundamente que se 'façam ao piso'... E o texto não tem sentido nenhum, mas também olhem, paciência.)

Sunday, December 19

Basicamente, é isto. Precisava de hibernar!

Saturday, December 18

"You can never think without an image."

Chamem-me egocêntrica ou convencida, mas dá-me um orgulho do tamanho do mundo olhar para a parede e ver estas fotografias.
Vê-se as pequenas coisas que tenho aprendido ao longo do tempo, sendo que a maior parte destas fotografias foi tirada nos últimos seis meses.
Posso ser convencida, sim, mas olhar para a parede do meu quarto sabe muito, muito bem...

Friday, December 17

(You are) Stellar

"Meet me in outer space.
We could spend the night;
Watch the earth come up.
I've grown tired of that place;
Won't you come with me?
We could start again.

How do you do it?

Make me feel like I do.
How do you do it?
It's better than I ever knew.

Meet me in outer space.

I will hold you close,
If you're afraid of heights.
I need you to see this place,
it might be the only way that
I can show you how it feels to be inside of you.

How do you do it?

Make me feel like I do.
How do you do it?
It's better than I ever knew.

You are stellar"

Incubus - 'Stellar' - Make Yourself - 1999


Do tempo em que eles faziam música boa, mas boa. Até dói. As músicas do Brandon Boyd e dos seus amigos, pelos significados vários e as diversas fases da minha vida a que me remetem, fazem parte daquele grupo que vai ficar por aqui, por mais anos que viva. Esta Stellar é uma delas.

30 Seconds to Mars @ Pavilhão Atlântico

Eu tinha vontade de ir e ele também, então como prenda de Natal antecipada, o meu irmão ofereceu-me o bilhete para ir ver o concerto dos 30 Seconds to Mars no Pavilhão Atlântico. Já os oiço desde os primórdios, ainda nem tinham lançado o primeiro CD em grande escala. Foi para aí em 2004 que o single Attack me veio parar às mãos e me fez pensar "Epá, espera aí, que isto até parece interessante". Já cá tinham vindo há cerca de ano e meio mas a falta de companhia impediu-me de ir a esse concerto e ainda bem, porque ao que me pareceu na altura, ao ler as críticas, não chegou nem aos calcanhares do concerto que eles deram na quinta-feira à noite. Que o Jared Leto é um muitíssimo melhor actor do que cantor já a malta sabia mas eu tinha ideia que, ao vivo, a voz dele fosse pior. Sim, não se compara com a versão de estúdio mas tem vindo a melhorar. E o homem é um entertainer de primeira. Puxava pelo público (há quem o critique por o fazer demasiado e soar a falso mas eu, pessoalmente, achei o máximo), fazia-nos rir, saltar, cantar como se não houvesse amanhã. Não parou quieto um minuto no palco e, pasme-se, até fez uma cover acústica da Bad Romance da Lady Gaga (que fez muita gente torcer o nariz, incluindo o meu irmão). E agora em tom mais de brincadeira, também achei genial o homem trazer o cabelo pintado de verde (Ahahahah). Um grande concerto, foi o que foi. Para além da música (e que se diga que o Shannon Leto é um baterista do caraças), os 30 Seconds to Mars conseguiram mesmo fazer com que quem lá estava se divertisse imenso e isso nem todas as bandas fazem. (E a mim fizeram com que não consiga parar de cantar a Search and Destroy... "A millioooon little piiiiiiiiiiiiiiiieces").

Wednesday, December 15

Por onde começar? Talvez pelo mais fatal: estou chumbada a uma cadeira. Passei dois dias a fazer um trabalho escrito (complementado com uma apresentação oral) que deveria ter uma ponderação de 60/40 com outro trabalho que tinha sido feito no início do semestre para perfazer a nota final da parte prática da unidade curricular. Em cinco grupos com trabalhos semelhantes, com os mesmos erros estruturais, entre outros, a professora doutora Cruela de Ville resolveu chumbar dois grupos. Os dois grupos que têm as pessoas que mais lhe fazem frente, mais discordam da opinião dela e que mais aproveitaram o facto de no Regulamento Pedagógico dizer que só é obrigatório assistir a 2/3 das aulas práticas. E uma dessas pessoas fui eu. E depois, para nos dar assim um travo ainda mais amargo, vai de inventar um trabalho a ser feito até sexta-feira, na pior semana do semestre inteiro, para nos dar a oportunidade de ir ao exame teórico em Janeiro. Mas se a tivermos (a oportunidade) é só mesmo com uma nota de 9,5 à parte prática.
Acho que só pelos nervos que apanhei à conta desta cadeira na última semana, devo ter perdido uns dez anos de vida. E este pesadelo foi intercalado com um exame na segunda-feira, que correu mal mas mal, um exame que correu razoavelmente bem e um da única cadeira que me motivou o semestre inteiro e que me parece que não vai chegar para ter a grande nota que eu ambicionava para a dita cadeira.

E mesmo que passe à tal cadeira que falava no início, vá ao exame teórico, acho que chegando lá, volto a chumbar. E no 2ºsemestre, as aulas com a Cruella de Ville vão continuar, desta vez num outro módulo. E eu não sei quanto mais é que me vou conseguir conter nas respostas que lhe dou cada vez que a mulherzinha me vem provocar. E se não me contiver, nunca mais acabo o curso.

Jingle Bells!




Por aqui, o Espírito Natalício ainda não está em altas. Tal só deve acontecer lá para sábado, quando finalmente respirar de alívio e tirar uma semaninha para descansar, antes de começar o estudo intensivo para os exames teóricos. Mas as decorações já cá andam, que isto de estar em Dezembro sem ter a casa decorada não bate certo.

Semana do Terror

Eu achava que a semana ia ser complicada. Três exames, uma apresentação oral e um relatório.
Eu achava mesmo que ia ser muito complicado.
Não fazia ideia que fosse ser assim. Parem a minha faculdade por favor, que está a dar comigo em maluca.

(Só faltam três dias... três dias! Se eu chegar viva a sexta-feira, bem entendidos...)

Sunday, December 12

Dracula Family #13

[Jardim Zoológico de Lisboa - 12.08.2010]

The Alien Parasite Hypothesis

Mas ontem, a noite foi salva pelo episódio novo de The Big Bang Theory. A quarta temporada está a ser de um outro nível, e as conversas entre o Sheldon e a Amy são qualquer coisa de fazer rir até às lágrimas. E este clip, em que eles fazem o diagnóstico diferencial da reacção dela ao ter visto o ex-namorado da Penny, é o momento da temporada, até agora.
video
"Sheldon: What about environmental factors... Describe the scene for me.
Amy: I was sitting in the restaurant with Penny and Bernardette drinking water. Carbonated, as it was a special occasion. Penny's friend, Zack, stopped by and said 'Hello' and I said 'Ho!'.
Sheldon: Who?
Amy: Zack.
Sheldon: Then, why did you ask?
Amy: Ask what?
Sheldon: Who?
Amy: Zack.
Sheldon: (pause) Allright, let's start over... What did you say when Zack walked in?
Amy: Ho!
Sheldon: Zack.
Amy: Why do you keep saying 'Zack'?
Sheldon: Because you keep saying 'Who'.
Amy: I'm not saying 'Ho!' now, I said 'Ho!' last night.
Sheldon: And the answer was 'Zack', correct?
Amy: There was no question, I simply said 'Ho!'.
Sheldon: (pause) Allright, I think I have enough to go on... Possible explanations for your symptons are, in descending order of likelihood hyperthyroidism, pre-mature menopause, hosting an alien parasite or, and I only included it for the sake of covering absolutely all bases, sexual arousal.
Amy: Where would I have picked up an alien parasite?"

Chamem-me apanhadinha da cabeça, mas ri-me até às lágrimas com este diálogo. E na sexta à noite, com uma re-criação made by Nuno Pires, ainda eu não tinha visto o episódio.

Saturday, December 11

O único bom no meio disto tudo é dia 16 de Dezembro ir aos 30STM.

Passa uma pessoa um sábado inteiro na Margem Sul, a torturar o Tico e o Teco para fazer um maldito trabalho para uma maldita cadeira (ou melhor, unidade curricular que é mais fino) dada (aliás, perdão, leccionada) pela professora Cruella de Ville, sobre os padrões de lazer da população idosa portuguesa (uí, que interessante... not!) para chegar a casa e ver que o Vitória de Setúbal eliminou o Sporting da Taça de Portugal.
Juntem a isto o facto de o meu carro ter-se avariado em plena auto-estrada na 3ºfeira, ter estado a fazer um trabalho na 4ºfeira até às quatro da manhã, os Da Weasel terem posto o ponto final definitivo na carreira e ter três exames práticos nos primeiros dias da próxima semana... e podem ficar com uma pequena ideia da vontade que eu tenho andado esta semana de acordar e levantar o corpinho da cama todos os dias.
Nunca mais é sexta-feira para ficar livre de aulas por dois meses. É época de exames, tudo bem, mas fico em casa sossegadinha sem ninguém que me chateie.
E que maldita época de exames que vai ser.

Wednesday, December 8

[A minha vida congelou no dia 6 de Novembro. Desde aí que tudo o que passa por mim é como se apenas fosse ruído de fundo. O ruído principal é esse dia, que se repete na minha cabeça vezes e vezes sem conta, sem que passem sequer 24h de pausa. Desde aí que é como se respirasse só por um pulmão, andasse só com uma perna e todo o resto do meu corpo fosse composto só pelo meu coração, que continua descompassado e desassossegado. A confiança que sentia em mim e que me fazia andar orgulhosa desvaneceu-se e voltei a andar encolhida, passar nos intervalos das pessoas e desejar ao máximo que ninguém repare em mim.
A tua ausência física na minha vida, porque é como se ainda fizesses parte de mim emocionalmente (e farás sempre), é que o que se demonstra até agora impossível de colmatar. O teu carinho e a tua companhia, que foi durante tanto tempo há distância mas mesmo assim significou muito mais que se pense, fazem-me falta. Imensa.
A minha semana está a ser terrível. É como se o vazio que se instalou dentro de mim, porque apesar de desassossegado e descompassado é como se o meu coração estivesse vazio, não tenha espaço para crescer mais e esteja a transbordar cá para fora, finalmente. E eu não consigo controlá-lo. Porque apesar de já ter passado por isto antes, nunca senti algo tão intensamente como estou a sentir a nossa separação e o rever tudo vezes sem conta não me faz nada bem, mas não consigo evitar.
A minha vontade é hibernar, qual urso polar, e tentar apagar tudo mas a minha memória não é selectiva para tanto. Devia lutar por ti mas não sou capaz porque não te quero afastar ainda mais de mim. Cada centímetro dói-me como se fossem mil quilómetros, não quero aumentar essa distância ainda mais. O bem que me fizeste não me fortaleceu o suficiente, apesar de tudo, para conseguir aguentá-la. E o pensar ou saber que estás completamente bem no que toca a estar sem mim, destrói-me completamente num estalar de dedos.
Ontem, o meu carro parou na A1, à saída da Ponte 25 de Abril. A chover torrencialmente, partiu-se a caixa de velocidades, em plena hora de ponta e ele não mexeu mais. Parou.
Há um mês, parou a minha vida, de novo. E tudo o que eu desejava para o Natal que se aproxima é que as peças se juntassem outra vez, nem que não da mesma forma. Tudo o resto passa a secundário se eu pudesse receber só um abraço. E uma garantia inegável de que nós vamos ficar bem.]

Sunday, December 5

And now, you do what they told you


"They use force, to make you do what the deciders have decided you must do.
They will use all that is neccessary to bring you to your knees."


Apanhei-me sozinha em casa por umas horas e vai de meter isto a tocar, a um volume capaz de partir vidros. Estou farta de relatórios e trabalhos para a faculdade. Que fim-de-semana de desespero. E o próximo pior será.

Wednesday, December 1

No domingo, enquanto via os Ídolos, descobri uma música do Rui Veloso que me arrasou completamente, chamada Canção de Alterne. A letra é da autoria do grande Carlos Tê, homem sem o qual a carreira do Rui Veloso não teria tido o mesmo percurso certamente. A Carolina cantou esta música na gala e eu fui logo de seguida procurar a versão original para tomar mais atenção àquela letra que se prendeu na minha cabeça.

"Pára de chorar
E dizer que nunca mais vais ser feliz
Não há ninguém a conspirar
Para fazer destinos
Negros de raiz
Pára de chorar
Não ligues a quem diz
Que há nos astros o poder
De marcar alguém
Só por prazer
Por isso pára de chorar
Carrega no batom
Abusa do verniz
Põe os pontos nos Is
Nem Deus tem o dom
De escolher quem vai ser feliz

Pára de sorrir
E exibir a tua felicidade
Só por leviandade
Se pode sorrir assim
Num estado de graça
Que até ofende quem passa
Como se não haja queda
No Universo
E a vida seja moeda
Sem reverso
Por isso pára de sorrir
Não abuses dessa hora
Ela pode atrair
O ciúme e a inveja
Tu não perdes pela demora
E a seguir tudo se evapora."

O ritmo jazz da música contrasta com a forma triste como esta soa na voz do Rui Veloso, pelo menos a forma triste que a música soa aos meus ouvidos, principalmente neste momento. A primeira parte devia puxar-me para cima para parar de me deixar afogar mas a segunda parte deita-me abaixo logo de seguida, porque eu já estive assim. Aliás, eu passei uns bons três meses assim, em que realmente o meu sorriso deveria ofender quem passava por mim na rua. Mas a verdade é que a vida não é uma moeda sem reverso e, mais cedo do que eu esperava, levei com esse reverso na testa. Tinha passado toda essa semana a temê-lo mas ainda assim estava desprevenida e por isso, doeu muito mais do que seria de esperar.
Não sei se é karma, mas a minha felicidade é sempre extremamente efémera, o que já me pôs a questionar variadíssimas vezes se realmente estar feliz atraí o ciúme e a inveja de tal forma que faz com que tudo se evapore num abrir e fechar de olhos.
E esta música acertou mesmo cá no fundinho da minha amarrotada alma e desde domingo que não quer de cá sair, de forma alguma. It's not getting any easier... Alguém que desligue o botão que faz com que sinta, por favor.