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Monday, December 31

Closed for Inventory #4


2012 foi um dos melhores anos de sempre. Pesando o bom e o mau, a balança não deixa de pender para o lado bom. Comecei o ano em exames, com o stress de ter imensas cadeiras para fazer para concluir o curso. Em dez dias, tive cinco provas, das quais passei a quatro, com a tranquilidade máxima. Consegui a proeza de fazer sete cadeiras num semestre, quando nos anos de faculdade anteriores o máximo que tinha consegui eram quatro. Tive o mês de Janeiro sem outra vida que não estudar. No dia 14 de Janeiro, senti o chão a fugir-me dos pés quando me surpreenderam como nunca tinha acontecido. Um mês mais tarde, fui ao aeroporto de Lisboa despedir-me e vim de lá com um compromisso. O 14 de Fevereiro fez com que todos os dias 14 a partir daí fossem especiais e diferentes. Fui almoçar à praia e sai de lá para ir ver os Dream Theater pela terceira vez ao vivo e apaixonar-me pela ‘Beneath the Surface’. Consegui um estágio na Polícia Judiciária, na área que mais gosto, e passei lá um mês memorável onde aprendi imenso. Passei noites e noites no (ou na) Flor, com aquelas pessoas que são as importantes e que vão ficar por mais que a faculdade já tenha passado. Minis, cartas, setas, jantares, festas... Fui finalista (ALLEZ!) e passei a melhor Semana Académica de SEMPRE! Percebi que se não fizer nada por mim, também não é estando à espera que as coisas vão acontecer. Tive de deixar o meu “T2 para três” e tenho saudades da nossa casa todos os dias. Num sprint final, falhei e por isso, tive de ficar mais um ano a terminar o curso. Deixei que isso me mandasse abaixo e espatifei-me no chão com uma pinta genial. Nesse mesmo timing, perdi a única relação saudável e realmente importante que tive até hoje, coisa da qual me irei ressentir por muito tempo ainda. Vi o meu melhor amigo ‘emigrar’ por seis meses e morri de saudades, tendo ficado cá. Carreguei um projecto as costas, por vergonha e orgulho de pedir e delegar trabalho, e acabei a perder anos de vida de preocupação, desiludir-me com pessoas e a não ter o resultado pretendido. Jurei para nunca mais meter-me numa coisa dessas mas foi juramento que durou pouco tempo. Estreitei algumas amizades, perdi outras mas as importantes continuam intactas. Morri de saudades e acordei renascida no dia seguinte, porque tinha de ser. Passei meses e meses a deitar-me sempre depois das 2h da manhã e a baldar-me a aulas no dia seguinte, porque não eram práticas. Consegui fazer uma cadeira sem nunca ter posto os pés numa aula e mesmo assim tirar um 15 num exame, sem estudar mais do que três parágrafos. Fui de férias de Verão , conhecer a ilha e namorar muito e senti-me super feliz naquele bocadinho de terra rodeado de mar, onde comi que nem uma lontra, fotografei imenso e pensei ‘this is the one’. Na ilha, voltei a Gotham City e pensei para mim que realmente o Christopher Nolan é um génio e o Joseph Gordon-Levitt tem uma classe que, enfim... Vi imensas e imensas séries, chorei com o final da season de Grey’s Anatomy, viciei-me em Game of Thrones como há muito tempo não me viciava em nada e voltei a (re)ver Friends. Descobri que apesar de ser uma grande naba, acho muita piada a matar zombies no Call of Duty: Black Ops. Roguei imensas pragas por não poder ir ver Florence + The Machine ao Optimus Alive... tantas, que até me culparam pelo cancelamento a três dias do concerto (ahahah). Descobri Mumford&Sons só agora no final do ano e senti-me inculta por ter acordado tão tarde para estes rapazes. O meu Davidinho (Fonseca) voltou aos discos e deu-me em 2012 a ‘It Feels Like Something’ que é mais uma vez, algo que podia ter sido escrito por mim. Roubaram-me o carro no dia da minha Queima das Fitas e um mês depois tive de o mandar para o abate, e chorei quando soube que o meu Xani-Mobile estava reduzido a cinzas. Arranjei bilhetes para um dos concertos pelos quais aguardava desde sempre e fui ver Ornatos Violeta, na primeira fila, sem pagar um tostão. No fim, conheci o Manel Cruz e quando o vi à minha frente, a tremer da cabeça aos pés, só consegui dizer “eu também queria um beijinho” o que fez o homem rir-se às gargalhadas. Não sei dizer quantas vezes vi o meu [500] Days of Summer e emocionei-me sempre, porque aquele é definitivamente um dos filmes mais realistas de sempre. Voltei ao Shire uma e outra vez e senti-me como sempre me sinto nos filmes baseados em livros do Tolkien: num mundo paralelo, um sítio de fantasia que é óptimo para me tirar do meu mundo real. Avé Peter Jackson, obrigado por tudo e vemo-nos no próximo Natal. Perdi uma pessoa de família, muito próxima, mas consegui ter a paz de espírito para perceber que foi pelo melhor. Descobri que quando lutamos pelo que queremos, as coisas podem acontecer e que, até certo ponto, somos nós que fazemos a nossa sorte. Fiz uma sessão fotográfica pela primeira vez na vida e senti-me extremamente bonita, coisa que é capaz de acontecer em um a cada vinte mil dias. Nos últimos dias do ano, out of nowhere, tive uma surpresa totalmente inesperada que agora me faz sentir como a Summer em vez de ser o Tom (do mesmo [500] Days of Summer). E vamos ver no que isto dá.

2013, please, be nice. Não me tires pessoas, não me surpreendas nas análises que vou fazer na próxima semana e por favor, sê o ano em que acabo o curso. E a partir daí, veremos o que acontece. Adeus 2012, foste bonzinho mas o teu tempo acabou.

Friday, December 16

Finalmente chegaste, 16 de Dezembro!

Olá Lisboa, mini-férias, casa e mãe.
Adeus faculdade, até Janeiro!

(Feels so good to be home!)

Thursday, December 1

Please, December

Peace of mind, Love and Luck. All I need.

Tuesday, October 18

Dos Ego Boosters

Não há nada melhor para elevar o nosso ego, principalmente quando andamos cheios de nervoso porque nos metemos em cinquenta mil projectos ao mesmo tempo e temos um medo do c*****o de falharmos em todos e ir tudo pelo cano abaixo, do que ver que a nossa atitude que muitas vezes até pode ser criticada por ser demasiado "descarada" (palavra que odeio mas que é a indicada para a situação) nos pode vir a trazer mais-valias no futuro.
A questão é simples: no 2ºsemestre deste último ano de faculdade é imperativo que todos os finalistas tenham um mês de estágio. Sem estágio, seja ele onde for (mesmo que seja nos laboratórios da própria faculdade, a fazer investigação), não há licenciatura para ninguém. E o problema está em contentar trinta e tal pessoas, sendo que as áreas que muitos querem não estão assim de portas tão abertas para nos receber quanto isso e considerando que pode haver mais interessados em certas áreas do que as vagas disponíveis.
Eu meti na cabeça, desde que tive aulas disto no ano passado, que muito provavelmente gostaria de fazer carreira na área da Balística. Aí, só há quase uma hipótese: PJ.
O problema começa logo por aí: não tenho outra área de interesse e o facto de eu ser uma pessoa de ideias fixas (embirrei que queria Balística e agora custa-me horrores aceitar algo que não isso) não ajuda, principalmente quando a PJ desde o ano passado que fechou as portas a estagiários do meu curso. E a minha coordenadora de estágio disse-me logo que com as minhas opções eram quase impossíveis de realizar.
Mas como "quem tem boca, vai a Roma" e se não for por cunhas, infelizmente, neste país não se vai a lado nenhum, eu acabei a falar com alguém que possivelmente me poderá conseguir arranjar um estágio nessa área. E desde ontem, quando me disseram que eu poderia ser uma mais-valia no local para onde gostava de ir estagiar (LPC) graças à minha atitude e entusiasmo, fiquei com o ego lá em cima, no topo do Everest, e com um sorriso e uma expectativa gigantes.
Se a minha mania de opinar sobre tudo e de me armar em engraçadinha (vulgo, parva) for a 'responsável' por conseguir um estágio onde quero, vai ser a primeira vez que me vou sentir abençoada por ter este feitiozinho da merda. Tenho dito.

Friday, January 21

Random #1

Dracula Family é o título de uma música de Mogwai, uma banda de post-rock escocesa formada em 1995. Esta música faz parte de uma série de três que foram lançadas como bonus tracks do seu álbum de 2008, The Hawk is Howling e é qualquer coisa assim de um outro nível. Mogwai é uma banda que se foca num rock instrumental e que já tive o prazer de ver ao vivo em 2009, quando vieram apresentar o tal álbum. Por aqui, espera-se que voltem brevemente para apresentar o novo álbum, Hardcore Will Never Die But You Will, que será lançado agora em Fevereiro (mas que já foi partilhado na Internet e que eu já tenho, embora ainda não tenha tido oportunidade de o ouvir com atenção).
Lá estou eu a divagar outra vez como é meu costume nestas coisas da escrita... Bem, mas voltando à Dracula Family, é uma música que sempre gostei muito e quando comecei a mostrar o produto muito rudimentar (era e ainda é muito básico) do meu interesse na arte que é a Fotografia, achei que seria um bom título para uma rubrica aqui no blog. Mais tarde, para um blog próprio e um álbum de fotografias no meu Facebook. Finalmente, resultou na criação de um perfil no Flickr, um site de partilha de imagens onde vou mostrando as minhas já-ligeiramente-menos-rudimentares fotografias.
E como nestas coisas temos é de chamar a atenção para aquilo que é nosso, isto tudo serve para dizer que depois de ter estado aqui uma parte da minha noite (que já vai longa e o dia também o foi) a organizar as fotografias, pôr datas e locais e títulos e tudo e tudo, o link está aqui na barra do lado direito. Basta carregarem em cima da fotografia e serão levados para aquele que é o meu Lado B, a minha outra forma de ver o mundo. Comentários e críticas serão muito apreciados. Hope you enjoy!

Wednesday, May 26

Amanhã espero ter (boas) novidades sobre rodas para vos contar. Torçam por mim, sim? :)

Saturday, February 21

Holiday #1

Continuo a ter sonhos parvos que não lembram a ninguém. O meu telemóvel continua morto. O meu cabelo já perdeu o tom violeta e agora está avermelhado. Não posso ir a Dave Matthews Band porque estou a trabalhar. Perdi a vontade de ir a Metallica (já viram bem aquele cartaz medonho? Slipknot? É que nem MORTA!). O meu irmão acha que os meus Allstars de xadrez são feios. Não pude ir a Alvalade ver o Sporting-Benfica nem posso ir lá na quarta ver o jogo contra o Bayern. Não me deixaram entrar no Casino de Lisboa, ontem, quando ia jantar.
Por isto tudo, e para contrariar a irritação com que andei esta semana inteira (é que nem é estar chateada, é mesmo irritada nem sei bem porquê...), a partir de agora e nos próximos três dias vou esvaziar a cabeça e não me permitir a pensar no que passou nem no que vai passar mas sim no que se está a passar. Divertir-me. Ver os Óscares. Rir. Passear. Tirar fotografias. Estar-me verdadeiramente a lixar para aquilo que me anda a irritar.
E de preferência, manter a dieta. :)

Tuesday, December 9

Noites de Terça-Feira.

Estava eu muito bem em Barcelona com a minha mãe, lá já não me lembro bem onde, a tentar tirar uma fotografia já não me lembro a quê quando descobri que havia qualquer coisa de errado com o meu olho direito. Isto foi em Setembro de 2003. Já passaram cinco anos, uso óculos desde aí porque o oftalmologista descobriu que tinha miopia, 3 dioptrias, no olho direito. Sim, só no olho direito (Que rídiculo pá!).
Ora, desde o príncipio do ano que comecei a ter dores de cabeça horríveis, completamente centradas no olho, assim tipo uma vez por mês. Não liguei muito nessa altura, ah e tal ia dormir e pronto passava-me. Comecei a preocupar-me quando as dores ficaram mais frequentes e quando, certa noite, entrei numa sala de cinema e passei o filme todo aflita, mesmo estando com os óculos postos. Meses mais tarde fui finalmente ao médico e ouvi aquilo que ninguém gosta de ouvir. "Olhe, eu não sei o que se passa com o seu olho. Parece tudo normal, as suas dioptrias não aumentaram nem nada. O que você tem deve ser um tipo qualquer de enxaqueca."
Basicamente, ouvi um "Aguenta-te!" porque sou muito nova para ele me receitar uns comprimidos...

E agora todas as semanas, à terça-feira, é como se o meu olho direito fosse rebentar. Há pessoas que têm a noite de póquer, a noite de futebol, a noite sei lá mais do quê... eu tenho a noite da enxaqueca, todas as terças-feiras. É certinho. Como hoje...

Saturday, November 29

(Algumas) Coisas que não me hei-de esquecer, por mais anos que viva

- Quando, ao fim de seis meses de espera e de o meu irmão me ter prometido que me levava, recebi um e-mail a anunciar o concerto que os Dream Theater iam dar em Portugal, a 20 de Junho de 2007, no Coliseu do Porto;
- O dito concerto e o momento em que, cá de cima, vi o John Petrucci entrar em palco;
- Quando fui fazer a minha primeira tatuagem, a 18 de Out. de 2007, e o tatuador me disse "Vou só fazer um traço para veres como é." e fez e eu fiquei naquela "WTF? É só isto? Então pode fazer o resto." e, cinco minutos mais tarde, vi o desenho que ficou perto do meu pulso esquerdo, para sempre;
- Quando eu e a Diana cantámos para a TVI, para aquele programa ranhoso do "Casamento de Sonho";
- O jogo Sporting-Newcastle, em que estivemos a perder por 1-0 até aos 72 min e, por volta dos 80min, o Beto marca aquele golo, num livre à entrada da área, que nos garantia a passagem às meias-finais (e que fez com que o meu irmão até me pegasse ao colo e tudo!);
- Quando ia a descer as escadas da casa da família da Diana, em Peredo, e, estando já nos dois últimos degraus, disse "Porra, papagaio!" (private joke) e me espalhei escadas abaixo e torci o pé esquerdo e doeu-me como o raio;
- Quando fui ver o "Charlie and The Chocolate's Factory" ao cinema com uma das minhas primas da Suécia e o namorado, o meu irmão, o melhor amigo dele e a namorada e, lá numa das cenas em que mostram a casa do Charlie Pipa, o meu irmão se virar para o Bruno e dizer "Meu, parece a tua casa." e eles partirem-se a rir os dois, descontroladamente;
- A primeira vez que consegui tocar o "Für Elise" do Beethoven do príncipio ao fim, sem me enganar numa única nota;
- O golo fabuloso do Caneira contra o Inter, na Champions, na baliza mesmo a minha frente;
- As noites de snooker no Algarve, com a Luna;
- Quando, ao ver pela milionésima vez um episódio do CSI: Las Vegas (série favorita), pensei "Epá, é mesmo isto!" e decidi que queria ser criminalista;
- A primeira vez que andei de avião, aos 9 anos;
- A série "Friends", da qual vi TODOS os episódios, sem excepção;
- O primeiro beijo (infelizmente, porque toda a situação foi tão rídicula, que mais valia esquecer);
- O quão aliviada me senti depois de sair do exame de Matemática do 12ºano;
- O jogo Sporting-Manchester United, visto em Alvalade, e o momento em que o Cristiano Ronaldo marcou o golo que viria a ditar a nossa derrota e pediu desculpa;
- A primeira noite no Bairro Alto;
- O primeiro shot triplo de tequilla, bebido de penalty, com o Nuno e a Laura no Hennessy's, no Cais de Sodré;
- Quando, naquela aula de Biologia no Laboratório, o Carlos me disse "Tens ar de gostar disto, ouve lá..." e me mostrou "A Little Piece of Heaven" dos Avenged;
- A noite de 2 para 3 de Agosto de 2008, naquela varanda, e o nascer do sol do dia 3;
- Quando vi o "Lord of the Rings - The Fellowship of the Ring" pela primeira vez;
- Quando, aos quatro anos, levei com uma bola de futebol nas costas no recreio e cai para a frente (já na altura era magrinha) e abri o queixo (e fiquei com uma cicatriz LINDA! :S);
- Quando o David (a.K.a
Morning Theft) cantou a "All These Things That I've Done" dos Killers, em acústico, a menos de três metros de mim, num cafézinho minúsculo lá para Santa Apolónia ou lá o que era;
- No jantar dos meus 17 anos, quando o empregado do restaurante me pôs à frente um bolo de aniversário, onde o desenho era o Miguel Veloso (sim, o do Sporting!) vestido de Noddy e o meu irmão me disse "Aha, agora já podes dizer que comeste o Miguel Veloso!";
- O momento em que os Muse tocaram a "Starlight", naquele concerto perfeito no Campo Pequeno;
- A música do genérico do "Dragon Ball GT" ('GT, Dragon Ball GT guerreiro, herói, serás sempre o primeirooooo...');
- O momento em que, no SBSR deste ano, o Synyster Gates disse 'Obrigado' e eu ia a gritar, como as outras histéricas todas que lá estavam, e não consegui;
- A vista do topo do Elevador de Santa Justa e a liberdade que senti quando lá estive, este Verão;
- A letra e a versão acústica da música "Lado Lunar" do Rui Veloso;
- O sabor de uns Chupa-Chupas que havia na cantina da minha escola quando eu andava no 2ºano e que se chamavam "Arco-Íris";
- Quando, mesmo apesar de já saber que eles se iam separar, o meu pai veio falar comigo antes de sair de casa;
- Aquela manhã (aliás, esse dia inteiro) em que o meu irmão me veio acordar e disse que a minha avó tinha ido para o hospital;
- O Sporting-Benfica da Taça de Portugal no ano passado, em que ao intervalo estávamos a perder por 0-2 (e perguntei ao meu pai se podíamos ir para casa) e acabámos por ganhar, 5-2 ou 5-3;
- Os jogos de Pictionary em casa do Gonçalo, comigo a desenhar uma cela de uma prisão e ele começa a tentar adivinhar: "Quadrado. Tijolo. Azulejo. Xaaaaadrez!" (juro que isto ao vivo teve mesmo muita piada);
- O dia 26 de Agosto de 2008;
- Os últimos três minutos da música "I Won't See You Tonight Part I" dos Avenged Sevenfold;
- A primeira vez que ouvi The Allstar Project, sentadinha nos mesmos degraus donde me viria a espalhar dias mais tarde, cheia de frio apesar de ser fins de Julho/princípios de Agosto, e pensei "Epá, estes gajos não existem...";
- A guitarra do Synyster Gates na "Strenght of the World";
- ...

Friday, October 17

18 anos em 7 músicas

Como toda a gente que me conhece sabe e quem lê aqui o meu espacinho já pôde perceber (especialmente neste, neste, neste e neste post), eu não vivo sem música. É uma imperfeição minha, uma falha irreparável que tenho. Ao ver os posts do David (em Morning Theft) e do Bruno (em The Live Parrot), fiquei inspirada e deu-me para fazer o mesmo, ou seja, escolher sete músicas que tenham marcado a minha vida.
Ora, 18 anos não é muito tempo (pelo menos em comparação com eles cuja idade ronda os quê? Trinta?) mas já me deu para ter, à vontade para aí cinquenta músicas, ou mais, que ficaram cá dentro. Dessas todas, consegui escolher sete, talvez as mais marcantes. Portanto, aqui vai:
Lá longe em 1996, tinha eu cinco, seis anos e andava toda gente com a mania das Spice Girls e tal e coisa (e eu também, confesso), o meu irmão, que nessa altura andava pelos 18 anos, comprou um CD chamado 'Tragic Kingdom', de onde tinha sido extraído o single Don't Speak que andava por tudo o quanto era top e que eu passei semanas e semanas a ouvir. E que cá ficou e, quando volto atrás, é sempre a primeira música que me vem à cabeça (e ainda hoje a sei de trás para a frente).


Anos depois, fui finalmente ao meu primeiro concerto. Em 2004, no Coliseu de Lisboa. Para ver quem? Aha, os Da Weasel! Sim, meus amigos, gosto de hip-hop. Mas só Da Weasel e nem todas as músicas (não se pode ser perfeita). E A Essência (Vem Sentir), marcou. Assim como aquele concerto também marcou (e aqui fica o videoclip, do velhinho Sol Música).

Vá, antes que comecem a entrar em pânico, passemos à próxima. No ano seguinte, 2005, acordei para a vida. Ou melhor, para a música, que para a vida só viria a acordar uns anos mais tarde. Apresentaram-me ao punk, ao metal, ao screamo, ao hardcore, ao alternativo e afins. Apresentaram-me a From First to Last.

Até Setembro de 2006, apesar de ter melhorado ligeiramente a qualidade da música que ouvia, eu era um desastre. Felizmente, os Dream Theater lançaram um CD/DVD do concerto comemorativo dos 20 anos da banda e que o meu irmão (ele, mais uma vez ele), como grande fanático, comprou e fez questão que eu ouvisse. Ora, já tinha ouvido Dream Theater antes e ouvia assim de vez em quando mas foi a partir daqui, a partir desta música (que até é das mais comerciais e simplezinhas deles), que acordei verdadeiramente, para o género fabuloso que é o Rock Progressivo. Como que passei do 8 para o 80 e comecei MESMO a ouvir a dita música de jeito. E começou aí a Era Petrucci (ia eu fazer dezasseis anos).

Ainda nesse ano (2006 foi muito bom neste aspecto), a 26 de Outubro, fui ao Campo Pequeno e três certos senhores, chamados Matthew Bellamy, Christopher Wolstenholm e Dominic Howard, tocaram a música que tinha andado o Verão todo na minha cabeça (top 3 das melhores noites da minha vida). Tocaram a minha Starlight.

Mais ou menos nessa altura, comecei também a ouvir Rhizome e, inevitavelmente, a Free tinha de figurar nesta lista. Podem até vir a mudar de nome mais trinta vezes e escrever cem músicas novas... esta será sempre diferente.

No já longínquo 2005, tinha ouvido Avenged Sevenfold mas não tinha ligado muito (eu não disse que ainda era um desastre?). No princípio deste ano, o rapaz por quem andava perdida de amores na altura vai de me dizer “olha que tu tens ar de quem gosta disto” numa aula de Laboratório e vai de me espetar com A Little Piece of Heaven. Palavras para quê? À mestria inegável do Petrucci veio juntar-se um outro rapazinho que diz que toca guitarra muito bem. Começou assim a Era Synyster Gates (e não me parece que vá acabar alguma vez, que a minha paixão pelo homem é uma coisa quase doentia).

E finalmente, em Abril, a voz dos (actuais) Mr. Smith, cantou em acústico All These Things that I’ve Done, uma masterpiece do Brandon Flowers, no Arcaz, algures em Santa Apolónia. E a minha vida nunca mais foi igual desde então (mesmo!).

Também podia ter posto aqui músicas como Ghost of Navigator ou Fear of the Dark dos Iron Maiden, All These Things I Hate dos Bullet For My Valentine, An End Has a Start dos Editors, Mr. Brightside dos The Killers e muitas, muitas mais. Mas acho que estas sete (lá está, a minha mania com o números ímpares) descrevem bem os meus 18 anos. :)
(Demorei duas horas e meia a escrever isto, mas valeu a pena!)

Thursday, October 2

Dearly Beloved 17.

Não gosto de idades pares. Não sei bem explicar porquê, mas prefiro os 17, 19, 21, 23, 25, 27 aos 18, 20, 22, 24, 26 e por aí adiante... Sempre preferi. Acho que o único número par que gosto é o 2, por razões (quase) óbvias.
Mas hoje faço 18 anos. E sinceramente, não me apetece nada.
Não posso saltar já para os 19? É que para além de já puder conduzir (uma coisa que me enche de curiosidade), não vejo assim muitas vantagens nos 18. Posso ir votar, mas isso a mim não é coisa que me chame muito, até porque de política não percebo zip! Já posso comprar bebidas alcoólicas em todo o lado, mas isso também não me interessa muito, porque não sou muito dada a beber. Posso ir presa, mas isso não convém porque estragava-me logo a hipótese de mais tarde ter a minha carreira na PJ. Por isso, que vantagens têm os 18?
Ah, é verdade. Posso fazer as tatuagens que me apetecer sem me preocupar com autorizações assinadas pelos pais. Pronto, vá, é uma vantagem. :)
Não me posso ficar pelos 17? Não mesmo? É que até agora, os 17 foram o melhor ano da minha vida, o melhor ano de sempre, tanto a nível 'profissional' como pessoal. Arranjei um grupo de amigos fantástico para saídas e atrofios, estreitei certas amizades mais antigas de forma a torná-las quase 'eternas', fiz duas ou três amizades novas muito importantes, meti o pé na argola no que toca à faculdade mas já estou a tratar do assunto de forma a compensar a minha asneira (e tudo indica que vou compensar e de que maneira!). Tive um 12º Ano stressante mas muito produtivo, um Verão fantástico (este sim, o melhor de SEMPRE!) e cresci, cresci, cresci imenso. Sinto-me optimamente bem comigo própria. Dêem-me os meus vícios sem os quais não vivo: amigos, música, o meu Sporting (hehehe) e mais alguns pequenos caprichos e eu dou-me por satisfeita, que é como estou agora, e não chateio ninguém (pelo menos, não mais do que já é normal). Deixei de andar à deriva e foi preciso o erro da faculdade para me aperceber disso, que é aqui que estou bem e feliz. Criei as minhas raízes (custou! mas foi) e nada me faria deixar isto para trás.
Voltei para onde estou bem e não me arrependo nada, nem por um milésimo de segundo.


Agora deixem-me ficar com os meus 17 anos, sim? :)

Tuesday, August 26

Estou apaixonada...

- Pela voz do M. Shadows; (especialmente na Trashed and Scattered que podem ouvir ali ao lado)
- Por Lisboa; (a minha cidade!)
- Pelo novo filme do Batman; (que vou ver hoje de novo)
- ...

Enfim...

Thursday, August 21

Ofereceram-me a palheta mais linda de sempre!

Holográfica, com a Hello Kitty a tocar guitarra! :)

Sunday, August 10

I stared into oblivion...

... and found my own reflection there.

(E sim, adoro videoclips onde eles estejam a tocar à chuva!)

Friday, July 25

"The question that sometimes drives me hazy: Am I, or the others crazy?"

Já me disseram, várias vezes até, que não sou boa da cabeça... Mas quantas mais vezes vou a andar pela rua e olho à minha volta, penso se não é o contrário que se passa...

(O título do post é uma citação de Albert Einstein, que ontem foi dita no episódio do Criminal Minds e me deixou a pensar...)

Sunday, July 20

Nostalgic

Daqui a 2 meses e 12 dias, faço 18 anos. E agora, aquele sentimento de nostalgia começa a atacar, mesmo antes de chegar a essa idade. Eu e uma das minhas melhores amigas, fazemos anos na mesma altura e, ultimamente, andamos as duas assoladas por esta onda de nostalgia (deve ser do calor...). Vai daí, do nada vêm-nos lembranças de músicas, filmes ou mesmo apenas momentos antigos, que continuam a fazer-nos rir ou chorar ou seja o que for. A maior parte desses sentimentos são provocados por músicas e, aqui há dias, lembrei-me dos Skunk Anansie. Especialmente da minha música preferida... é dificil de acreditar que já saiu em 1999... Aos ANOS que eu não ouvia isto!

P.S. O baixo desta música é simplesmente delicioso!

Thursday, July 17

On My Own

Como podem ver ali pelo "Repetition Mode: ON!", o primeiro single do último CD dos Good Charlotte é o meu novo vício. É engraçado, na época em que ainda via a MTV, via este video a dar inúmeras vezes e nunca me deu para ouvir a música. No outro dia, ao saber que o M.Shadows e o Synyster participavam, foi ver-me a ir rapidamente ao YouTube, investigar. Hehehe... :)
Ao ouvir a música que, como já disse, tem andado no repeat, e ao prestar mais atenção à letra não pude deixar de me arrepiar um bocadinho...
É curioso. Uma das ideias que a letra transmite (pelo menos a mim deixou-me com essa impressão) é a distância. "On my own" é provavelmente a frase que mais se repete durante toda a música e ontem, fez-me pensar. Claro que são circunstâncias completamente diferentes, nem estou aqui a tentar compará-las... Daqui a uns tempos, se calhar, sou eu que vou estar quase "on my own"... Entro para a Faculdade em Outubro e a que pus em primeiro lugar, na candidatura, fica em Vila Real. É, exactamente. Vila Real. Trás-os Montes. Norte do País. Mais de 400 Km de Lisboa. Essa mesmo.
Não que esteja agora a ficar com 'second thoughts' sobre isso. Não. Sei que estes anos (que espero bem serem só três!) me vão fazer bem. Nunca mudei de escola, vivi sempre na mesma casa, e o meu círculo de pessoas tem mudado pouco ao longo dos anos (tirando neste último). Agora avizinha-se uma mudança radical... Vou para casa de família, mas vou estar longe dos amigos, numa terrinha que apesar de ter vindo a crescer bastante nos últimos tempos, ainda tem aquele bocado de 'close minded'... Onde não conheço ninguém (e não sou propriamente a pessoa mais sociável do mundo!) Aguentas-te à bronca, Alexandra?

P.S. O vídeoclip da música, já agora, também é muito giro. Não sou assim uma fã incondicional de Good Charlotte, mas ouve-se... Um Pop-punk também nunca fez mal a ninguém. :)
P.P.S. O meu 100º Post... Tardou, mas já está!

Monday, July 7

Tive 17 no Exame de Inglês!! :)

Matemática - 11,5
Português - 15
Média do Ensino Secundário: 15,7 valores.
Weeeee! :)

Saturday, June 14

12º Ano, Baile de Finalistas (URGH!), Exames, Faculdade & Companhia!

Tenho andado completamente alheia ao blog e a toda a blogosfera. Breve resumo destes meus dias de afastamento: acabei as aulas no dia 5, tive o Baile de Finalistas (ahahhaha) no dia 8, fiquei de férias até dia 10, passo os dias a tentar estudar para o Exame de Português que tenho no dia 17 (já não posso ouvir falar de Fernando Pessoa e o raio dos seus heterónimos!), a preocupar-me com o Exame de Matemática de dia 23 (olha aqui vem chumbo, pela certa), ontem fui ver um bocadinho as Marchas Populares, hoje fui a um concerto na FNAC do Chiado dos 'The New Crop' (procurem-nos no YouTube, a 'Catch the Stars' é genial!), há duas semanas que não ponho os pés no Ginásio (Vergonha!!!! Saudades do Body Pump e o corpo ressente-se), ando numa indecisão, por motivos de outrém, para saber se vou ou não ao SuperBock Super Rock (só de pensar que vou perder o concerto dos A7X, até perco também o sono), sofro com a nossa selecção no Euro 2008, revolto-me contra o meu prof. de EF que só me deu um 19, rejubilo com o 17 a Biologia e o 11 a Matemática (muito, muito puxado)... resumindo, ando numa roda viva, para variar um bocadinho, e mortinha por ter férias, férias a sério.
Mas essas ainda estão longe... tão longe pá!

Wednesday, May 28

Irónico, não?

Foi preciso chegar ao último teste de Português do 12ºAno para ter uma negativa. Não contei, obviamente, todos os testes de Português que já fiz na vida, mas já foram bastantes, desde o 5ºAno. Nunca tinha tido uma negativa e foi preciso chegar ao último, para que isso acontecesse.
Sempre me tive em boa conta a determinadas disciplinas. Português, Inglês, Educação Física... Quando, no 10ºAno, o prof. me chamou de parte para dizer que tinha tido 8 num dos testes de Inglês, fiquei assustada. Ele disse para ter calma, que ainda ia ter muitos testes ao longo do ano e que aquele tinha sido apenas um deslize, que não voltaria a acontecer e que, no final do ano, ele ia ignorar aquela péssima nota.
Desta vez, não tenho essa palavra de confiança, esse apoio. Este foi o meu último teste de Português, antes do exame, dia 17 de Junho. E agora?
Toda esta situação... aliás, não foi só esta. Todo o meu 12º Ano não vale nada. O que é que eu ando aqui a fazer? Tinha perfeita noção daquilo que queria, quando escolhi o agrupamento, no início do Secundário, e quando escolhi Biologia como específica no ano passado, mas agora... será que tenho? Será que é nesta área que vou conseguir fazer aquilo que sonho e ser útil?
Continuo a querer ter a mesma profissão, a querer tirar o mesmo curso, mas agora penso que, se calhar, não tenho inteligência ou talento (ou lá como é que se chama a isso) suficiente...
Só sei que, no último teste antes da prova final (teste esse que era tal e qual vai ser o Exame de Português) falhei... será que falho no exame também?